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Zaque oficializa saída da Secretaria de Segurança Pública; Galindo assume "com liberdade"
Secretário encaminhou ofício ao governador Pedro Taques colocando o cargo à disposição
O secretário de Estado de Segurança Pública, Mauro Zaque, oficializou, nesta quarta-feira (23), seu pedido de exoneração da pasta.
Segundo nota publicada pelo Palácio Paiaguás, quem assumirá o lugar é atual secretário-executivo de Segurança, Fábio Galindo, que terá liberdade para compor sua equipe.
Junto ao documento em que solicita a exoneração do cargo, Mauro Zaque também entregou um relatório de 58 páginas, contendo um resumo da política de Segurança Pública traçada em 2015, bem como o detalhamento das ações da pasta no mesmo período.
Ao MidiaNews, Zaque negou qualquer tipo de desgaste à frente da pasta e disse que deixa o comando da Segurança Pública “de cabeça erguida”.
“Não houve desgaste, tampouco qualquer tipo de desentendimento. Deixo a Segurança, pois já implantei um modelo de gestão e, agora, é preciso deixar isso em aberto para que o Governo decida o rumo que quer tomar, como quer fazer o encaminhamento da pasta, a forma como quer ditar essa política. O secretário é o executor, ele dá o caminho e o Governo é quem define”, disse.
“Deixo a pasta de cabeça erguida, graças a Deus, com minha consciência tranquila de que tudo que poderia ser feito, foi feito, contando com o comprometimento de toda a equipe da Polícia Militar, da Polícia Civil”, completou Mauro Zaque.
Ele disse que almoçou com o governador Pedro Taques e garantiu que continuará apoiando o Governo.
"Estivemos juntos hoje, conversamos sobre a pasta, somos amigos há muitos anos e disse a ele que vou continuar junto com o Governo, no que ele precisar. Conversamos para que tudo fique alinhado na Segurança", afirmou.
Zaque disse que fica à frente da secretaria até o final deste ano.
Ele, que é promotor de Justiça, afirmou que retornará ao Ministério Público.
Desafios
Mauro Zaque negou os comentários de bastidores, dando conta de que sua saída seria motivada por desentendimentos com o núcleo da Polícia Militar, comandada pelo coronel Zaqueu Barbosa.
"Não há briga com ninguém da PM. Isso não seria motivo para eu entregar o cargo", disse
Sem citar detalhes, ele admitiu que o governador precisará fazer mudanças estratégicas na Sgurança.
“Muita coisa tem que ser feita. O governador tem alguns desafios importantes para mexer na Polícia Militar, em outras instituições. Isso em nome da Segurança Pública”, disse.
“Mas aí, vai depender do modelo do governador, de como ele vai pretender, junto com a nova equipe, fazer esses encaminhamentos”, completou.