Tribunal de Justiça mantém prisão de servidor alvo de operação
Wander Luiz está preso acusado de envolvimento em supostas fraudes em licitações da Educação
A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou, por unanimidade, o habeas corpus em favor do servidor afastado da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Wander Luiz dos Reis.
A decisão foi proferida durante julgamento na tarde desta quarta-feira (13), mas ainda não foi publicada.
Os desembargadores Alberto Ferreira de Souza e o juiz convocado Jorge Luiz Tadeu Rodrigues acompanharam o voto do relator do processo, desembargador Rondon Bassil Dower Filho, e mantiveram a prisão de Wander Luiz.
O servidor é réu da ação penal derivada da Operação Rêmora, que apura suposto esquema, formado por empresários e servidores, que teria fraudado licitações da Seduc para obras de construção e reforma de escolas.
Ele foi preso pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) no dia 5 de maio, quando estava em férias, em Natal (RN).
Wander Luiz está detido no Centro de Custódia da Capital (CCC).
Fábio Frigeri e Moisés Dias, assim como o empresário Giovani Guizardi, também foram presos preventivamente, durante a operação.
Em depoimento, vários empresários relataram que Wander Luiz os abordava na Seduc e passava um papel com o número de telefone do empresário Giovani Guizardi.
Por sua vez, Guizardi marcaria reuniões com os empresários, ocasião que, em tese, pediria 5% dos valores dos contratos, a título de propina, para liberar os pagamentos devidos pela secretaria.
No habeas corpus, o advogado Schinaider Gomide afirmou que não existiam elementos para decretar a prisão preventiva do servidor afastado.