Estrutura do GAFFFF Sorriso ganha forma e entra na etapa decisiva de montagem
Sorriso: Secretaria deve quitar parte do atraso dos repasses para Hospital Regional
Porém, os pagamentos garantidos correspondem somente ao mês de agosto
Os atrasos salariais que chegam a três meses e motivam a paralisação dos médicos do Hospital Regional de Sorriso (HRS) podem ser quitados pelo Estado até a sexta-feira (14), segundo o secretário de Estado de Saúde, João Batista Pereira da Silva. O HRS paralisou parte dos serviços ontem (12).
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Em evento realizado nesta quinta-feira (13), para tratar sobre a construção do novo Hospital Júlio Muller, em Cuiabá, ele disse estar negociando, e que a expectativa é colocar em dia os serviços de alta complexidade, urgência e emergência nos próximos dias.
Os pagamentos garantidos pelo secretário correspondem ao mês de agosto, uma vez que os relatórios de setembro ainda não teriam sido finalizados.
Porém, não foi informado quando será feito o pagamento dos salários anteriores. Ao HRS, segundo o corpo clínico, a SES deve não somente o mês de agosto, como o de julho e o de setembro.
De acordo com João Batista Silva, mensalmente, o custo médio dos repasses aos hospitais e os médicos está entre R$ 19 milhões.
“Essa semana estaremos regularizando os serviços, pagaremos o mês de agosto e o mês de setembro que ainda não teve os relatórios finalizados. Por isso então estamos devendo o mês de agosto e procuramos saldar essa semana.”
Em greve desde a última semana, os profissionais das unidades de saúde de Alta Floresta, Rondonópolis, Colíder, além do HRS cobram atrasos que datam de abril, em alguns casos.
Diante da situação de superlotação no Pronto Socorro da Capital, João Batista também falou sobre a importância de que as demandas sejam supridas localmente. “Nós esperamos conseguir colocar em dia os serviços para que a população seja atendida no interior e isso não venha a culminar em pacientes sendo deixados em Cuiabá, sob a responsabilidade da prefeitura de Cuiabá.”
Déficit na Saúde
No início da semana, o governador Pedro Taques (PSDB) pediu apoio ao presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf (PSDB), na discussão sobre usar a verba da reserva de contingência e parte dos recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) para quitar o déficit de R$ 300 milhões da saúde estadual. Ambos os casos dependem da aprovação de projetos de lei no Poder Legislativo.
A principal alternativa levanta pelo Governo do Estado é o uso dos R$ 133,690 milhões da reserva de contingência, conforme informou o Gabinete de Comunicação (GCom). Para isso, é preciso a aprovação da Mensagem nº 40, de autoria do Executivo, que autoriza a abertura de crédito adicional suplementar, no âmbito da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2016. Pelo projeto, o valor que está contingenciado pode voltar para o Tesouro Estadual e ser aplicado em qualquer tipo de despesa.