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Sorriso: reviravoltas no processo do impeachment afetam preço da soja
A saca de soja subiu para R$ 70,30 na Capital do Agronegócio
O mercado interno de commodities agrícolas passa o dia de olho em Brasília. As notícias da interrupção do impeachment da presidente Dilma Rousseff deram ímpeto aos preços, principalmente os da soja, devido à elevação da moeda norte-americana.
No período da tarde, com o anúncio da continuidade do impeachment no Senado, os preços recuaram em várias praças de negociações.
Em Sorriso, importante região de produção, a saca de soja subiu para R$ 70,30 nesta terça, ante R$ 69,50 na sexta-feira, segundo dados da AgRural.
Em Paranaguá, importante porto de escoamento de grãos, a saca de soja no mercado físico caiu para R$ 83,50 nesta segunda, após ter fechado a R$ 84,50 na sexta (6).
"O mercado oscilou, mas, no final, nada fora do normal", diz a analista Daniele Siqueira. Ela destaca, porém, que as negociações foram em ritmo bastante intenso.
Já em Chicago, o mercado começa a fazer uma correção técnica nos preços, após um período de aceleração nas últimas semanas.
O primeiro contrato de soja no mercado futuro de Chicago caiu para US$ 10,18 por bushel (27,2 quilos), 0,7% menos do que o de sexta-feira.
O mercado ficou atento ainda aos números que devem ser divulgados nesta terça pelo Usda (Departamento de Agricultura dos EUA).
Para Daniele, a quebra de safra de soja na Argentina e de milho no Brasil já foi assimilada pelo mercado.
Quanto aos dados de produção dos EUA a serem divulgados, eles se baseiam em números da área de março, que não devem se confirmar.
Com relação aos números internacionais, O Usda deverá apontar área maior de milho na Argentina na safra 2016/17. O fim da tributação dá vantagens ao cereal em relação à soja no país vizinho.