Sorriso: prejuízo e 'plano B' marcam bloqueio do WhatsApp
Empresária ficou sem enviar as novidades da loja pelo aplicativo
Pegou o celular para mandar mensagem pelo WhatsApp, mas ela não foi enviada. Ontem, muitos sorrisenses foram pegos de surpresa ao tentarem usar o aplicativo. Isso porque a Justiça do Rio de Janeiro determinou o bloqueio temporário do serviço no Brasil por conta de uma investigação criminal.
O Facebook se recusou a ceder informações pessoais de usuários à polícia do Rio.
Nas redes sociais, usuários reclamaram da desativação do aplicativo. A decisão tomada pela juíza Daniela Barbosa determinou que as operadoras suspendessem o acesso imediatamente.
Esta foi a quarta vez que um tribunal decidiu pela suspensão do acesso ao aplicativo no Brasil. A primeira foi em fevereiro de 2015, a segunda em dezembro de 2015 e a terceira em maio de 2016.
Ferramenta de trabalho
O aplicativo, há tempos, se tornou uma importante ferramenta de trabalho para muitos profissionais, como é o caso da empresária Vanessa Tavares, dona de uma loja de bijuterias de Sorriso, que faz pedidos de encomendas pelo WhatsApp.
Mas, ontem, o bloqueio acabou prejudicando as vendas do dia. Segundo Vanessa, que criou três grupos de clientes da loja, suas vendas caíram ontem cerca de 70% por causa do bloqueio.
Além do prejuízo, um “plano B” marcou o bloqueio do WhatsApp em Sorriso. Isso porque muitos moradores optaram por usar temporariamente outro aplicativo, o Telegram.
Apesar dos transtornos, para a felicidade dos usuários, o bloqueio durou apenas algumas horas.
No fim da tarde de ontem, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, derrubou a decisão do tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que havia bloqueado o aplicativo.
Saiba mais: STF suspende decisão da Justiça do Rio que bloqueou WhatsApp
Na ação, o ministro argumentou que a decisão fere o direito a liberdade de expressão e a liberdade de manifestação.
Confira AQUI a reportagem completa no Cidade Alerta, programa da TV Sorriso (Record).