Sorriso: PF desarticula organização especializada em desmatamento e grilagem de terras
Oito foram presos; criminosos movimentaram R$ 1 bilhão
A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje, uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada em desmatamento ilegal e grilagem de terras públicas. Em Sorriso, um empresário, cuja identidade não foi revelada, foi preso. Outra pessoa investigada não foi localizada.
Ao Portal Sorriso MT, a assessoria da PF-MT informou que para Sorriso foram expedidos, ao todo, dois mandados de prisão preventiva, um de condução coercitiva - quando a pessoa é obrigada a comparecer para prestar informações – e um mandado de busca e apreensão em empresa ou casa pertencentes aos investigados.
Os locais de cumprimento dos mandados em Sorriso não foram revelados pela PF, que deflagrou a operação juntamente com o Ministério Público Federal, Receita Federal do Brasil e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Conforme o Portal Sorriso MT informou hoje cedo, policiais e agentes do Ibama estiveram, nesta manhã, em uma empresa de Fertilizantes, localizada na avenida Tancredo Neves, em Sorriso. Porém, nenhum funcionário foi encontrado no local.
A Operação Rios Voadores tem por objetivo a desarticulação de organização criminosa que tinha como finalidade o desenvolvimento de atividade econômica agropecuária, após arredamento das terras usurpadas.
Sinop e Guarantã
Os envolvidos atuam não só em Mato Grosso, como também no Pará, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Também foram expedidos pela Justiça Federal de Altamira (PA) medidas judiciais restritivas de direito em Sinop, sendo quatro prisões preventivas e dois mandados de busca e apreensão já cumpridos.
Em Guarantã do Norte a PF cumpre dois mandados de prisão e um de busca e apreensão.
Documentos Falsos e Testas-de-Ferro
Segundo a PF (PA), os principais investigados e beneficiados com a prática criminosa eram protegidos por outros membros da organização que serviam como “testas de ferro”.
Mediante a falsificação de documentos e outras fraudes, estas pessoas de confiança dos cabeças da organização criminosa, assumiam a propriedade da terra grilada por seus “patrões” chegando a admitir a prática de crimes ambientais, preservando o nome dos reais autores da conduta, quando flagrados em fiscalizações do IBAMA realizada durante uma das fases da investigação.
Segundo informações da Receita Federal do Brasil – RFB, a organização criminosa, por meio de pessoas físicas e jurídicas que a compõe, movimentou mais de R$ 1 bilhão entre os anos de 2012 e 2015, grande parte de origem ilícita ou incompatível com os rendimentos dos titulares das contas.
Investigação de quase 2 anos
No decorrer de quase 2 anos de investigação, apurou-se que organização criminosa é composta por uma rede de pessoas, estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, com objetivo de obter vantagem econômica por meio de organização criminosa.
Confira AQUI a reportagem completa no Cidade Alerta, programa da TV Sorriso (Record).