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Sorriso: discutida proposta de implantação da jornada de 30 horas para professores
Hoje, o município tem educadores trabalhando em cargas horárias de 20 e 40 horas
Desde o ano passado, a Secretaria Municipal de Educação (Semec) de Sorriso vem debatendo, por meio de uma Comissão, a implantação da jornada de 30 horas para os professores efetivos da rede municipal de ensino. Hoje, o município tem educadores trabalhando em cargas horárias de 20 e 40 horas.
“Alguns professores demonstravam interesse na jornada de 30 horas, por isso criamos uma comissão para discutir o assunto. Desde então, essa equipe vem ouvindo os professores nas escolas, fazendo cálculos e analisando as possibilidades. Por haver ideias divergentes, após uma assembleia realizada em junho, decidimos fazer um levantamento para saber se os professores queriam ou não a alteração de jornada. Diante deste levantamento percebemos que a maioria de 20 horas queria alterar para 30, porém a maioria dos professores 40 horas não demonstrou interesse em diminuir a jornada. Então, passamos a trabalhar somente com os professores 20 horas.”, explica Adriana Reichert, que compõe a Comissão.
Critérios
Contudo, hoje o município tem vagas somente para 40 professores, o que significa 30% dos 138 que demonstraram interesse em fazer a alteração da jornada.
Devido a isso, foram elencados alguns critérios para a seleção dos professores, como o tempo de serviço na rede municipal de ensino e na escola em que vai atuar, avaliação de desempenho e horas de formação continuada.
“Como não temos vagas para todos, decidimos que os primeiros que terão a possibilidade de alterar a jornada serão os pedagogos da educação infantil, desde que solicitem por meio de requerimento”, destaca.
Reuniões
A comissão está realizando reuniões com todos os professores da rede, divididos por núcleos de escolas, para apresentar a proposta e os critérios elencados para seleção. Hoje (24), às 17h30 serão realizadas mais duas reuniões na Câmara de Vereadores.
“Vamos apresentar nossa proposta e ouvir o que eles têm a dizer. Não temos vaga para todos, por isso criamos esses critérios de seleção, que classificariam professores que, dentro do número de vagas disponíveis, iriam ter a possibilidade de alteração de jornada para 2016. Com esta proposta, esse trabalho continuaria até readequarmos todos os níveis. Os demais interessados teriam que esperar o próximo ano, para se enquadrarem a nova jornada a partir de 2017”.
Impacto orçamentário
Conforme Adriana, a preocupação da Secretaria de Educação é com o impacto orçamentário que as alterações salariais decorrentes da mudança de jornada poderá causar. “Há um aumento de 25% na carga horária e também no salário. Como o Fundeb, que é a principal fonte, não tem evoluído tanto assim, temos que ter o cuidado para não onerar a folha de pagamento”, salienta.
Após essas reuniões, a Comissão voltará a se reunir para reavalia a situação.