Estrutura do GAFFFF Sorriso ganha forma e entra na etapa decisiva de montagem
Sorriso confirma 311 casos de Zika Vírus e 408 de dengue
lém disso, houve um aumento no índice larvário do mosquito Aedes aegypti
A Secretaria de Saúde e Saneamento de Sorriso, por meio do departamento de Vigilância em Saúde divulgou nesta manhã (11), os dados relativos às notificações das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti em 2016.
Segundo a coordenadora do departamento, Sílvia Fleming, desde o início de janeiro até o momento, foram notificados 1.842 casos suspeitos para dengue com 408 casos confirmados; 384 notificações para zika vírus com 311 casos confirmados e 46 notificações de chikungunya com dois casos confirmados.
Além disso, houve um aumento no índice larvário. Na última medição, realizada entre os dias 7 a 9 de novembro, o LIRAa ficou em 3,3%, o que é considerado estado de alerta pelo Ministério da Saúde (MS). A recomendação do MS é que o índice mantenha-se abaixo de 1%. Índice que esteve dentro do padrão entre os meses de abril a setembro de 2016. Especificamente em junho, o índice esteve em 0,2%.
Sílvia pontua que com a chegada do período chuvoso, a incidência aumentou consideravelmente. “É necessário redobrar a atenção, não podemos de modo algum descuidar agora”, salienta. A coordenadora destaca que apesar do ciclo de vida do aedes aegypti ser rápido, é possível manter a casa e o quintal livre do mosquito ao dedicar um pouco de tempo na limpeza dos depósitos. Do ovo à fase adulta o mosquito leva de cinco a dez dias, “então se for realizada a verificação e a eliminação dos criadouros uma vez por semana, é possível interromper seu processo de desenvolvimento”, ressalta.
O ovo do mosquito é pequeno e escuro, razão pela qual é difícil enxergá-lo. Ele é depositado nas paredes do criadouro, que deve ser escovada para a remoção. Em contato com a água, se ficar no prato, o ovo pode eclodir em dez minutos. “E esse é o tempo –dez minutos- recomendado para uma checagem semanal em possíveis focos, a fim de combater a proliferação”, lembra Sílvia.
“Quem apresentar sintomas de qualquer uma das enfermidades transmitidas pelo aedes aegypti deve procurar imediatamente uma Unidade de Saúde para que seja medicado e acompanhado e o caso seja notificado para que a Vigilância Ambiental possa trabalhar para eliminação de larvas e dos mosquitos adultos”, reforça a coordenadora.
O inseto transmissor da dengue está presente hoje em mais de cem países, e atualmente é o mosquito com maior preocupação na área de saúde pública em todo o mundo.
Sílvia ressalta que o Comitê Municipal de Acompanhamento e Assessoramento às Ações de Controle em Vigilância em Saúde tem realizado reuniões periódicas para acompanhar os índices no município e também as ações de combate ao agente transmissor. A principal recomendação é manter o quintal limpo e remover depósitos com possibilidade de criadouros.
Conheça os tipos de depósito e remova qualquer possibilidade de criadouros:
GRUPO B - DEPÓSITOS MÓVEIS
GRUPO B: vasos/frascos com água, prato, garrafas, pingadeira, recipientes de degelo em geladeiras, bebedouros em geral, pequenas fontes ornamentais, materiais em depósitos de construção (sanitários estocados, dentre outros), objetos religiosos/rituais.
GRUPO C: Tanques em obras, borracharias, hortas, calhas, lages e toldos em desníveis, ralos, sanitários em desuso, piscinas não tratadas, fontes ornamentais, floreiras/vasos em cemitérios, cacos de vidro em muro, outras obras arquitetônicas (caixas de inspeção/passagens).
GRUPO D - PASSÍVEIS DE REMOÇÃO/PROTEÇÃO
GRUPO D – D1: Pneus e outros materiais rodantes (câmara de ar, manchões).
GRUPO D – D2: Lixo (recipientes plásticos, garrafas, latas), sucatas em pátios e ferro velhos (PE), entulhos de construção.
Recomendações especiais para verificação em residências:
- Veja se acumulou água nas calhas e telhas da sua cada e retire as folhas;
- Verifique se tem água acumulada nos ralos;
- Verifique se tem água na bandeja da geladeira;
- Olhe se tem água na bandeja do ar condicionado;
- Veja se tem água acumulada nas plantas;
- Verifique se a tampa do vaso sanitário está fechada;
- Olhe se lonas ou plásticos estão esticados borda da piscina (plástica também) está limpa;
- Veja se os baldes estão secos ou se há outros lugares na casa que acumulam água.