Prefeitura de Sorriso abre Refis 2026 com descontos de até 100% em juros e multas
Servidores do Estado farão paralisação de 24 horas no dia 17
Se não receberem reajuste salarial, funcionários públicos ameaçam com greve geral
Os sindicatos ligados às carreiras de servidores do Estado de Mato Grosso decidiram fazer uma paralisação de 24 horas, durante o próximo dia 17.
Eles também estão tentando marcar para o próximo dia 24 deste mês, uma terça-feira, o início de uma eventual greve, diante do anúncio do governador Pedro Taques, de não pagar em maio a Revisão Geral Anual (RGA) dos salários.
Os servidores participam, na manhã desta quinta-feira (12), na Assembleia Legislativa, de reunião com deputados estaduais, para tratar do assunto.
Eles pretendem se reunir novamente com o governador Pedro Taques. A reunião será agendada por intermédio do presidente da AL, o deputado Guilherme Maluf.
Por volta das 11h, eles invadiram a sala da Presidência da AL e gritaram palavras de ordem: “Ô, Assembleia, vamos lá, estamos cansados de esperar", diziam.
De acordo com um dos representantes, o que eles querem é uma posição dos deputados de que lado estão.
"Nós queremos que os deputados venham aqui dizer em que lado estão, se estão com o servidor ou com governador Pedro Taques. Nós não queremos mais enrolação", disse um sindicalista.
Tentativa de diálogo
De acordo com o presidente do Sisma (Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde e do Meio Ambiente), Oscarlino Alves, ainda há uma tentativa de diálogo, mas os servidores esperam que o Executivo consiga quitar em breve o reajuste salarial.
“Desde o ano passado o Governo vem falando que enfrenta dificuldades financeiras, mas nós não estamos conseguindo enxergar essas dificuldades, pois nós temos gente do Fisco e auditores que nos dizem coisas diferentes”, disse Oscarlino. “Nós queremos o que é de nosso direito – e o que está inclusive previsto no Orçamento”.
Segundo ele, a paralisação do próximo dia 24 já está “deliberada” pelo Fórum Sindical, órgão que congrega vários sindicatos. Cabe agora a cada categoria deliberar se participa ou não da paralisação. Segundo Oscarlino, a paralisação pode acabar em greve geral caso não haja, até lá, o pagamento integral do reajuste.
De acordo com o Governo, o reajuste comprometeria o pagamento dos salários em dia dos servidores, uma vez que o Estado passaria por um momento de dificuldade financeira.
Membro do Fórum Sindical, Gilmar Brunetto, explica que haverá uma paralisação e que a greve vai depender de cada sindicato.
"Há sindicatos que já fizeram suas assembleias, outros ainda precisam respeitar o prazo do estatuto", explicou o sindicalista.