Secretário estadual de segurança afirma que suspeitos de matar PM vendiam armas pela internet
"Perdemos um policial que estava salvaguardando a sociedade", afirmou Roger Jarbas
Os suspeitos de assassinar o policial militar Élcio Ramos Leite, de 29 anos, na tarde desta terça-feira (2), em Cuiabá, estavam sendo investigados por venda de armas pela internet. A informação é do secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas.
O PM, que atuava no Setor de Inteligência do Comando Regional de Cuiabá, estava no local, segundo o secretário, produzindo provas sobre o suposto crime praticado pelos acusados.
Ele foi baleado na cabeça, dentro da residência dos suspeitos, no bairro CPA III por volta de 15h. Dois irmãos foram presos por participação no crime. Um terceiro, identificado como André Luis Alves de Oliveira, de 27 anos, foi morto em um suposto confronto com homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope).
“Eles [acusados] estavam comercializando armas de fogo em rede social. Tanto é que o Serviço de Inteligência identificou o comércio ilegal e estava lá atuando no levantamento de provas. A intenção não foi de realizar abordagem, mas sim fazer vigilância. Porque esse é o papel da inteligência: dar suporte às forças policiais para que façam as intervenções”, disse o secretário, em coletiva à imprensa.
“Perdemos um policial que estava salvaguardando a sociedade. Que estava lutando para diminuir roubos e homicídios. Porque essas armas são utilizadas para esses tipos de crimes. Ele perdeu a sua vida para que outras pessoas não morressem”, complementou.
O secretário não contou como o policial foi assassinado pelos suspeitos. O pai dos acusados, Carlos Oliveira, disse à imprensa que o PM e outro colega de farda tentaram extorquir seus filhos.
“Isso é uma mentira. Eles estavam lá trabalhando em uma ação policial regular, amparada em uma ordem de serviço. O Élcio foi morto covardemente”, afirmou.
“Por uma questão de respeito à família do policial, que tem filha, esposa, mãe, pai e irmão chorando a sua morte, não vamos detalhar no momento a cena do crime”, relatou Jarbas.
Conforme o secretário, o caso será investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), inclusive a morte de um dos suspeitos.
O pai dos acusados afirmou que o filho foi executado: “Eles [policiais] chegaram aqui dizendo que iam matar e não prender”, disse.
“Todos os fatos serão apurados pela a DHPP, do início ao fim da ocorrência. Somente os delegados poderão dizer o que ocorreu nesta tarde. Eles são capacitados para isso. E se houve execução de suspeito, também haverá punição”, disse.