Secretário culpa sindicato e descarta Força Nacional no Estado
Rogers Jarbas diz que dirigentes sindicais sabiam que havia risco de ataques em MT
O secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), Rogers Jarbas, atribuiu a responsabilidade dos ataques aos ônibus, viaturas e base da Polícia Militar, no final de semana, ao Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso.
Em entrevista ao MidiaNews, Jarbas afirmou que se os servidores tivessem cumprido a decisão judicial de retornar ao trabalho, nada teria acontecido.
Os agentes penitenciários estão de braços cruzados desde o dia 31 de maio em protesto contra o não-pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA), de 11,27%. O movimento foi declarado ilegal no último dia 3, pelo Tribunal de Justiça.
“O sindicato dos agentes prisionais foi notificado da ilegalidade do movimento grevista há uma semana. Eles não cederam. Foram irresponsáveis. Continuaram bloqueando as visitas, o banho de sol, a entrada de comida, mesmo sabendo que já havia algo sendo planejado por esse grupo criminoso. Portanto, eles têm, sim, responsabilidade sobre isso”, afirmou o secretário.
Jarbas revelou que a Procuradoria Geral do Estado vai adotar medidas para punir os servidores que possam ter sido omissos no episódio.
“Nós vamos responsabilizar quem quer que seja. O que for necessário vai ser feito. Mas claro, tudo dentro da legalidade”, garantiu.
O secretário frisou que a situação já está controlada pela Polícia Militar e Civil do Estado. Ele descartou a necessidade da Força Nacional.
“Nós não precisamos no momento da Força Nacional. Se fosse necessário, nós já teríamos acionado. Tanto é que conseguimos, em menos de duas horas, prender a principal liderança dos ataques e fazer toda a contenção dessas ações”, disse.
“No ano de 2006, no Estado de São Paulo, houve uma situação dessa natureza e eles levaram mais de três semanas para fazer o que nós fizemos em menos de 48 horas, que é identificação das lideranças, o isolamento delas, contenção das ações. Por isso, eu entendo que nós não precisamos da Força Nacional”, complementou.
Jarbas ressaltou que 15 pessoas já foram presas suspeitas de ter participado dos ataques na Grande Cuiabá e no interior.
O secretário afirmou que equipe de inteligência da Polícia Civil já identificou outros líderes e novas prisões devem ocorrer nesta semana.
“A resposta tem sido essa: rápida e contínua. Nós não vamos abaixar a guarda. Até quando for necessário nós estaremos com força total”, pontuou.