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Registrado primeiro caso de chikungunya originado em Mato Grosso
Outros 188 estão em investigação e seis aguardando triagem
Mato Grosso registrou o primeiro caso confirmado de febre chikungunya autóctone, ou seja, proveniente do próprio estado. O caso é do município de Mirassol D'Oeste.
Outros três casos também já foram confirmados, mas são importados, sendo um da Guiana Inglesa, um da Bolívia e um de Mato Grosso do Sul. Outros 188 estão em investigação e seis aguardando triagem.
A febre chikungunya, assim como a dengue e a zika, também é transmitida pelo mosquito aedes aegypti.
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Febre chikungunya
É uma arbovirose causada pelo vírus chikungunya (CHIKV) e a transmissão ocorre pela picada de fêmeas dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus infectadas pelo vírus. Gestantes infectadas podem transmitir a doença aos fetos, principalmente, durante o período de intraparto, o que muitas vezes provoca infecção neonatal grave.
Os sinais e os sintomas são clinicamente parecidos com os da dengue – febre de início agudo, dores articulares e musculares, cefaleia, náusea, fadiga e exantema. A principal manifestação clínica que as difere são as fortes dores nas articulações.
Após a fase inicial, a doença pode evoluir em duas etapas subsequentes: fase subaguda e crônica. Embora o chikungunya não seja uma doença de alta letalidade, tem caráter epidêmico com elevada taxa de morbidade associada à artralgia persistente, tendo como consequência a redução da produtividade e da qualidade de vida.
O nome Chikungunya deriva de uma palavra em Makonde, língua falada por um grupo que vive no sudeste da Tanzânia e norte de Moçambique. Significa “aqueles que se dobram”, descrevendo a aparência encurvada de pessoas que sofrem com a artralgia característica.