Promotor de eventos é condenado a 13 anos por matar professor
Segundo a Polícia, os dois mantinham relacionamento homossexual; professor foi morto a tiros
Seis anos depois, o promotor de eventos André da Silva Rodrigues - hoje, com 25 anos - foi condenado a 13 anos de prisão, pelo Tribunal do Júri da Comarca de Várzea Grande, pelo assassinato do professor da rede estadual de ensino Benedito Juarez Silva, o “Toti”, de 50 anos.
O crime ocorreu em maio de 2009, no bairro Joaquim Curvo, na Cidade Industrial.
O professor foi morto a tiros e encontrado amarrado em sua cama. Segundo a Polícia, o "promoter" e o professor tinham um relacionamento homossexual.
Em março de 2012, André foi julgado pelo mesmo Tribunal, que o inocentou.
O Ministério Público Estadual recorreu e o Tribunal de Justiça anulou o julgamento, determinando que o rapaz sentasse novamente no banco dos réus.
No julgamento, ocorrido na tarde de quinta-feira (16), André Rodrigues foi condenado à revelia – ele não foi localizado e teve a prisão preventiva decretada, após o término da sessão presidida pelo juiz Otavio Vieira Affi Peixoto.
No primeiro julgamento, o produtor de eventos negou ter assassinado o professor, com quem viveu durante anos. Em sua defesa, alegou que não havia provas contra ele.
Além de ter sido executado a tiros, Benedito Silva teve as mãos amarradas com cordas e foi arrastado de seu quarto, onde ocorreu o crime, até o quintal pelo assassino, com o auxílio de um lençol.
O corpo estava em decomposição quando foi localizado e policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) acreditam que ele tenha sido assassinado, possivelmente, quatro dias antes.
As investigações do assassinato realizada, realizadas pela DHPP, levaram até o produtor de eventos.
André disse à Polícia que morou com o professor como "amigo". O contraditório é que, mesmo como amigo, chegaram a comprar vários bens juntos, uma situação considerada incomum pelos policiais.
Conforme as investigações chefiadas pela delegada Anaíde Barros, André e Toti mantinham um relacionamento homossexual.
O produtor seria a última pessoa que teve contato com Toti. Ele tinha as chaves da casa do professor. O professor apresentava André a conhecidos como sendo seu "sobrinho".
Os dois teriam frequentado vários locais públicos. Após a morte do companheiro, o produtor se hospedou num hotel em Várzea Grande e pagou a conta com o cartão de crédito da vítima, fato que pesou no indiciamento dele.