Estrutura do GAFFFF Sorriso ganha forma e entra na etapa decisiva de montagem
Produtores não conseguem renegociar dívidas por demora em homologação de emergência
Estima-se que mais de R$ 3 bilhões tenham deixado de circular no Estado
Em visita a Brasília, o vice-governador Carlos Fávaro solicitou ao Ministério da Integração Nacional (MI) que homologue de forma célere a situação de emergência decretada por 29 municípios mato-grossenses.
Entre a soja e o milho, estima-se que mais de R$ 3 bilhões tenham deixado de circular no Estado diante a quebra de aproximadamente 8 milhões de toneladas entre as duas culturas.
A não oficialização estaria interferindo na renegociação do crédito rural dos produtores das regiões afetadas pela seca no Estado.
Conforme o vice-governador, o Governo Federal percebeu a dificuldade da principal fonte da base econômica do Estado de Mato Grosso, que é o setor produtivo, em honrar os seus compromissos e investimentos. Isso se deu em função da seca recente que prejudicou a safra de soja 2015/2016.
“Trouxemos a pauta junto ao ministro da Agricultura Blairo Maggi, que conhece o problema e comprou prontamente um pedido de prorrogação das parcelas de investimentos de 2016, mas isso está lastreado na validação dessas emergências pelo Ministério da Integração Nacional”, explica Fávaro.
A intenção do Governo do Estado é que os produtores mato-grossenses tenham a tranquilidade de prorrogar a parcela dos pagamentos de investimentos de 2016, e se manter na atividade, continuar produzindo, gerando riqueza, e conseguir recuperar economicamente o setor do agronegócio.
Ele afirma que, dos cerca de 6 mil produtores de milho, soja e algodão de Mato Grosso, os que sofreram os problemas climáticos estão habilitados a renegociar as parcelas nos principais municípios produtores. “A melhor coisa que existe pra um produtor é saldar em dia os seus compromissos. Mas aqueles que tiveram problemas climáticos têm amparo da Lei, do governo federal, e o apoio do governo estadual para sair desse momento difícil da sua atividade”.
“O produtor entra em inadimplência e fica com impossibilidade de acessar novos créditos e custeio, e voltar a produzir com tranquilidade que é a sua verdadeira função. Por isso, esse momento é decisivo no inicio do plantio, buscando a homologação desses decretos de emergência".