Estrutura do GAFFFF Sorriso ganha forma e entra na etapa decisiva de montagem
Por falta de reagente, 6 corpos estão retidos no IML de MT
Familiares chegam a esperar por mais de um mês para o sepultamento
Famílias que perderam parentes em Mato Grosso aguardam há semanas pela liberação dos corpos por parte do Instituto Médico Legal (IML) de Cuiabá. De acordo com a Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec), seis corpos estão retidos no IML da capital por falta de um reagente usado para a realização de exames de DNA.
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Em um dos casos, a espera para a liberação do corpo para sepultamento já superou 30 dias. O caminhoneiro Hugo José Nogueira perdeu o filho em um acidente no interior do estado há mais de um mês e, até hoje, não conseguiu enterrá-lo. De acordo com ele, a família se ofereceu para pagar o reagente que falta, para enfim realizar o velório do filho, mas a oferta não foi aceita.
A família de Maria Eduarda, de 2 anos, também enfrenta o mesmo problema. A criança foi assassinada no dia 7 de setembro pelo pai e pela madrasta, que estão presos e confessaram o crime, e o corpo dela foi encontrado dentro de uma caixa de papelão em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá. A família aguarda desde o dia 18 de setembro, quando o corpo da criança foi encontrado, para realizar o velório e o sepultamento da menina.
Uma família do Paraná também aguarda há quase um mês para realização de velório e sepultamento de Olívio Backes, de 53 anos, que morreu em um acidente em Sorriso, no dia 15 de setembro. Segundo a filha dele, Caroline Backes de Souza, o corpo de Olívio foi carbonizado e o IML precisa fazer o exame de DNA antes de liberar o corpo. O prazo dado para espera é de até seis meses.
Essa não é a primeira vez que o IML enfrenta dificuldades. Em agosto deste ano, mais de 30 corpos ficaram retidos no IML por falta de técnicos de necropsia e de equipamentos.