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Período proibitivo termina hoje em Mato Grosso
A Sema libera o uso do fogo apenas nas áreas rurais, mediante autorização de queima controlada
O período proibitivo para as queimadas em Mato Grosso termina nesta quinta-feira (15.10), depois de três meses de proibição que se iniciou no dia 15 de julho e teve duas prorrogações, de 15 a 30 de setembro e 1º a 15 de outubro.
Essa liberação pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) leva em conta a ocorrência de chuva em todas as regiões e melhoria nas condições do ar, que até o momento está boa na maioria dos municípios, conforme monitoramento do Laboratório de Qualidade Ambiental da secretaria.
Conforme o secretário-executivo do Comitê do Fogo, tenente coronel do Corpo de Bombeiros Hector Péricles, a liberação para as queimadas não influencia nas áreas urbanas, onde o uso do fogo é crime o ano inteiro. Outro detalhe importante é que mesmo nas áreas rurais o produtor só pode usar fogo mediante autorização de queimada controlada que deve ser obtida na Sema. “Essa solicitação pode ser feita por meio eletrônico, no site da secretaria.”
Ele explica que o trabalho do Comitê e também do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA) continua, já que se mantém o monitoramento dos focos de calor, com o efetivo à disposição para atuação em eventuais casos de incêndios florestais, principalmente nas unidades de conservação estaduais, que totalizam 46. “Também já iniciamos nosso planejamento para 2016, com enfoque na parceria com os municípios para prevenção às queimadas.”
Balanço
Durante todo o período proibitivo as equipes do Corpo de Bombeiros atenderam 1.006 chamados, dos quais 304 do BEA e 702 pelos batalhões e companhias de Bombeiros no Estado.
O planejamento contou com 18 batalhões e companhias de Bombeiros Militar, quatro brigadas mistas, dez bases descentralizadas e uma equipe de apoio aéreo, com 115 bombeiros, em média, por dia. Conforme Hector Péricles, três equipes continuam em campo entre outubro e novembro, com atuação nos municípios de Chapada dos Guimarães, Santo Antônio do Leverger e Feliz Natal.
Por área atendida, o maior número de incêndios se concentrou em propriedades privadas, com cerca de 70% dos registros (17.200), em segundo lugar, estão as terras indígenas, com 4.042 focos, em terceiro os assentamentos rurais, com 2.602, e em quarto as unidades de conservação estadual e federal, que totalizaram 909. Só na região metropolitana da Capital e Baixada Cuiabana, foram 624 atendimentos registrados pelo Comitê do Fogo/BEA.