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Pagot nega suposta conversa de Lula e Blairo sobre propina para trazer Copa a Cuiabá
O questionamento partiu do deputado estadual Mauro Savi (PR)
O ex-homem forte do governo Blairo Maggi (PR), Luiz Antônio Pagot, negou ter conhecimento de qualquer negociação de propina para trazer a Copa 2014 a Cuiabá, principalmente envolvendo Maggi e o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O questionamento partiu do deputado estadual Mauro Savi (PR), durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa, na manhã desta terça-feira (29).
Savi lembrou que, em 2006, Lula esteve em Sapezal e participou de um jantar na propriedade do Grupo Amaggi no município com diversos representantes do agronegócio, além de Blairo Maggi e Luiz Pagot. O deputado disse que chegaram à CPI informações de que, naquela ocasião, teria havido conversas sobre pagamento de propina a empreiteiras que seriam direcionadas para ganhar licitações caso Cuiabá fosse escolhida como sub-sede da Copa. À época, nem mesmo o Brasil havia sido confirmado como sede da Copa 2014.
Pagot negou que até mesmo tenham havido conversas sobre o Mundial na ocasião. “Na visita do presidente Lula, nas conversas que eu estive junto, não foi tratado absolutamente nada da Copa do Mundo. O presidente veio a Mato Grosso com a intenção de entender mais da agricultura, dos movimentos do agronegócio nacional. Me pediram para demonstrar as saídas necessárias para Mato Grosso, e em menos de dez minutos eu mostrei os eixos estruturantes que tínhamos necessidade, como uma ferrovia que atravesse nosso estado”, disse Pagot.
“Sobre acerto, nunca me passou pela cabeça um presidente discutir um acerto como esse, um governador discutir, muito menos haver um acerto desses. Eram pessoas absolutamente responsáveis pelo que faziam”, declarou.
Uma das linhas de investigação da CPI das Obras da Copa é se houve lobby para a escolha de Cuiabá como sede, bem como algum tipo de propina. Para entrar nessa seara, o presidente da comissão, o deputado estadual Oscar Bezerra (PSB), se baseou nas investigações do senador Romário (PSB-RJ) na CPI do Futebol, que apura a suspeita de que todas as cidades brasileiras pagaram propina, de alguma forma, para sediar a Copa do Mundo.