Operação prende 3 em MT por venda de diplomas falsos
Empresas são suspeitas de cobrar de R$ 1,3 mil a até R$ 1,7 mil para a confecção de documentos
A Polícia Civil paranaense deflagrou a segunda fase da "Operação Volta às Aulas", que investiga uma quadrilha suspeita de falsificar diplomas e históricos escolares de cursos de ensino à distância, em 11 cidades do Paraná, Mato Grosso e Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (22).
Três pessoas foram presas no Estado. Trata-se de dois funcionários de um cursinho supletivo e uma pessoa que atuou como conselheiro da Secretaria de Estado de Educação. Assista ao vídeo na página do Portal Sorriso MT no Facebook AQUI).
O esquema consistia em um comércio clandestino de venda de diplomas e certificados, com o agravante de que os alunos sequer faziam as provas e ao final recebiam os documentos.
A suspeita é que duas empresas, a Interathyvo e a Paraná Cursos, buscavam através de propagandas alunos que necessitavam concluir o ensino médio e fundamental. Mas em vez de oferecerem o curso, as empresas cobravam de R$ 1.300 até R$ 1.700, e falsificavam as provas inclusive documentos pessoais enviados para a Secretaria da Educação do Paraná.
“A média de tempo regular para fazer o curso médio e fundamental é de 18 meses. Neste caso, os alunos que buscavam estas empresas marcavam e faziam as provas em uma semana em papel sulfite sem timbre”, explicou Renato Basto Figueroa, delegado da Polícia do Paraná.
Com os documentos pessoais dos alunos e as falsas provas, as empresas encaminhavam toda a documentação para o Instituto Brasileiro de Ensino à Distância (Ibed) – quem tinha habilitação legal para emitir os diplomas e certificados. O Ibed por sua vez encaminhava todo o processo para a Secretaria da Educação para homologação dos diplomas e certificados.
“Na sede do Ibed foram apreendidos diversos documentos que comprovam a irregularidade. Foi apreendido inclusive provas completamente em branco, mas com notas de aprovação do curso assinado pela coordenadora pedagógica”, disse o delegado-adjunto do Nurce, Victor Loureiro, responsável pela investigação. “A Secretaria da Educação foi mais uma vítima desta quadrilha uma vez que recebiam pastas montadas com falsos documentos”, completou.
A investigação teve inicio em abril e foi deflagrada nesta quarta-feira com a participação de 80 policiais. Nagib Riechi Filho, de 51 anos, é apontado como chefe da quadrilha. Ele é o dono da Interathyvo.
Um diretor do Ibed e uma secretária também foram detidos. Todos responderão pelo crime de falsificação de documento público, falsidade ideológica, estelionato e associação criminosa. Os alunos que se beneficiaram da fraude serão ouvidos pelo Nurce e poderão responder por uso de documento falso.