Odebrecht pode substituir Dnit em duplicação de 282 km da BR-163
TCU já apontou desconformidades em 10,7% das obras no trecho
A Rota do Oeste, empresa da Odebrecht TransPort, pode substituir o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) nas obras de recuperação e duplicação de 282,3 km da BR-163/364 em trechos entre os municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Rosário Oeste. A mudança já foi objeto de discussão entre a concessionária e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) diante da lentidão dos trabalhos administrados pelo Dnit. A superintendência do departamento em Mato Grosso ainda não se pronunciou sobre o caso.
Os trechos cujas obras podem passar à responsabilidade da Rota do Oeste vão de Rondonópolis à Serra de São Vicente, da Serra ao acesso da Rodovia dos Imigrantes e do Trevo do Lagarto, em Várzea Grande (cidade da região metropolitana de Cuiabá), ao município de Rosário Oeste.
A concessionária já é detentora de 850,9 km de extensão da BR-163 em Mato Grosso, entre Itiquira, na divisa com Mato Grosso do Sul, e Sinop, na região norte do estado. A empresa já vem realizando obras de duplicação em parte da via e, conforme o contrato assinado com o governo federal, está autorizada a cobrar pedágio em todo o traçado concedido porque já cumpriu 10% dessas obras. Hoje, a Rota do Oeste prepara o início da cobrança nos postos de pedágio para agosto.
Segundo o contrato assinado em março de 2014, a Rota do Oeste teve de comprometer-se a realizar obras de duplicação em 453,6 km dos 850,9 km totais, uma vez que o restante da extensão concedida já se encontrava em obras sob responsabilidade do Dnit à época da concessão.