Motorista de 30 anos morre após grave colisão entre caminhões na MT-242 entre Sorriso e Nova Ubiratã
Noite é intensa no garimpo com venda de bebidas, trabalho e olhares 'desconfiados'; vídeo e fotos
O período noturno pode ser mais intenso ainda que alguns horários do dia
A ausência de nuvens na noite de quarta-feira (14) deixou exuberante o céu estrelado que cobria a Serra do Caldeirão (cerca de 20 km de Pontes e Lacerda), com a escuridão cravejada de pontos brilhantes.
Mas Maber Hauschild, 29 anos, não tinha tempo a perder olhando para cima. O brilho que ele procura é dourado e está sob seus pés, por isso mantém os olhos atentos voltados ao chão. É mais um garimpeiro de primeira viagem enfrentando o turno da noite no local que virou sensação na região para quem procura enriquecer rapidamente.
Maber concedeu entrevista. Morador de Várzea Grande, soube da oportunidade por meio da imprensa e de fotos publicadas nas redes sociais. Chegou desconfiado na última sexta-feira (9).
Tentou se precaver antes de entrar de cabeça na aventura por dinheiro. “Vim pesquisar como que era e vi realmente o pessoal trabalhando. O pessoal começou a mostrar para a gente como é que era, ai nos reunimos e compramos nossas ferramentas. O resultado foi efetivo, de imediato, pegamos e continuamos, fomos na cidade e alugamos uma casa para termos um conforto e uma base”.
Assista ao vídeo aqui.
A frente de trabalho de Maber começa as atividades todo dia às seis da manhã e, em tese, encerra às 19h. Mas nessa quarta, após as 20h, o labor continuava vigorosamente. “Vamos ficar aqui até quando encontrar ouro ou quando embargarem isso aqui”, asseverou horas antes. Após o encerramento dos trabalhos, um companheiro do grupo, identificado como “Alemão”, assume a guarda até o sol nascer.
O garimpo não dorme
O período noturno pode ser mais intenso ainda que alguns horários do dia, com grande fluxo de carros chegando ao local e muita gente descendo a serra carregando sacos de terra que podem conter pequenas quantidades de ouro, o chamado “reco”. Imagens exclusivas do Olhar Direto mostram que a noite no garimpo não é sinonimo de descanso. Além da extração de ouro continuar a todo vapor, o comércio de comidas e bebidas não para.