Criminosos encapuzados executam homem em ataque a tiros no Vila Bela, em Sorriso
Homem é preso após espancar e humilhar enteado autista por comer de boca aberta em Sorriso
Um homem de 40 anos, que não teve a identidade revelada, foi preso na manhã de quinta-feira (8) por agredir seu enteado, de 13 anos, que tem autismo, por comer de boca aberta e humilha-lo, fazendo um vídeo da vítima comendo. Uma professora da escola do adolescente viu os hematomas e denunciou a polícia. O caso aconteceu no município de Sorriso.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 7h30, na Escola Estadual Mário Spinelli, no bairro Nova Prata. No local, uma professora informou que um de seus alunos, que tem autismo, chegou na sala de aula com sinais de agressão física.
Em relato aos militares, a coordenadora da unidade de ensino disse que o adolescente estava com hematomas nas costas e cortes internos na boca. Ao conversar com a vítima, a mesma disse que seu padrasto a tinha agredido com tapas no rosto e diversas cintadas nas costas.
De acordo com a delegada da Polícia Judiciária Civil, Jéssica Cristina, o padrasto filmou o adolescente comendo e o humilhou dizendo: “Olha como você está comendo! Que ridículo!”, em seguida o jovem começou a chorar e o suspeito o agrediu novamente
Segundo a PJC, em um primeiro momento, a mãe do adolescente tentou defender o marido, dizendo que ela havia batido no filho, porém a mulher voltou atrás e disse que não estava no momento da agressão e que quando ouviu uma gritaria foi até o local e impediu que o suspeito continuasse a bater no filho.
“O que nós vemos é um abuso total de correção e disciplina, que descamba pra uma violência que é intolerável. Era um adolescente que estava mastigando de boca aberta. Nós vimos o vídeo e ele não estava tendo nenhuma falta de educação a mesa, ele simplesmente estava comendo da maneira que consegue” declarou a delegada.
O suspeito foi autuado pelos crimes de lesão corporal, contra adolescente em ambiente doméstico, e por discriminação contra pessoa com deficiência. Durante o interrogatório, ele usou o direito de permanecer em silêncio.