Motociclista fica ferido após perder o controle da moto em rotatória de Sorriso
“Não vamos taxar nossa 'galinha dos ovos de ouro'”, diz Fávaro
Fávaro diz que MT precisa exigir repasses do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações
O vice-governador do Estado, Carlos Fávaro (PP), descartou qualquer possibilidade de Mato Grosso taxar a produção agrícola da soja e de outros produtos destinados à exportação.
“A taxação vem sendo discutida, mas esse não é o posicionamento do Governo. Não vamos taxar a nossa 'galinha dos ovos de ouro', que é, primordialmente, o agronegócio do Estado”, afirmou Fávaro, em entrevista ao MidiaNews.
Desde 1996, por meio da Lei Kandir, o Estado desonera do pagamento do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadoria e Serviços) parte da produção primária e semielaborada exportada.
A justificativa para a exoneração é de que os produtores tenham maior competitividade no mercado externo.
No entanto, o Governo Federal não vem cumprindo com os repasses do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX), que é justamente o recurso para compensar o estado pelas perdas provocadas pela Lei Kandir.
Na avaliação do vice-governador, no entanto, embora não venha recebendo os repasses do FEX, que já totalizam mais de R$ 600 milhões, Mato Grosso poderia perder muito mais, caso optasse por onerar o setor agrícola.
“Taxar e exportar imposto tira a competitividade e Mato Grosso vai sofrer ainda mais se isso ocorrer”, disse.
Cobrança
Ainda no entendimento de Carlos Fávaro, o debate sobre uma eventual taxação dos produtos agrícolas só foi levantado em razão de a União não realizar os repasses do FEX a Mato Grosso.
“Na realidade, essa é uma discussão que começou na Assembleia Legislativa, em razão de Mato Grosso não estar recebendo o que lhe é devido do Governo Federal. Mato Grosso ajuda muito o Brasil e o Brasil não vem ajudando o Estado na mesma proporção”, afirmou.
“No ano passado, o Brasil não teve superávit, mas se não tivesse a agricultura de Mato Grosso, seria um caos pior ainda. Não temos compromisso com a taxação do imposto, mas vamos continuar cobrando muito duro a União, no sentido de receber os repasses do FEX”, completou.