'Não planejei nada', diz piloto suspeito de sequestrar sogra do chefe da Fórmula 1
Piloto Jorge Faria foi preso nesta segunda, em Cotia (SP). Outros dois homens foram detidos pelo crime contra Aparecida Flosi
O principal suspeito de planejar o sequestro da sogra do chefe da Fórmula 1 negou ter participado do crime, informou o SPTV. O piloto de helicóptero Jorge Eurico da Silva Faria foi preso na manhã desta segunda-feira (1º) na residência em que vivia em um condomínio de alto padrão na Granja Viana, em Cotia, na mesma cidade onde foi encontrado o cativeiro da vítima.
“Eu não planejei nada. Eu estou morando fora do país”, disse na saída do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Centro de São Paulo, para fazer exames no Instituto Médico-Legal (IML). Ele também negou conhecer os outros dois suspeitos presos pelo sequestro. “Não tem nada. Não tem nenhum contato meu com eles, eu não sei de onde saiu isso.”
Aparecida Schunck Flosi Palmeira, de 67 anos, foi sequestrada no dia 22 de julho e libertada neste domingo (31) após passar nove dias em cativeiro. Dois homens suspeitos de executar o sequestro já haviam sido presos também na Grande São Paulo. "Os dois vigiavam a vítima no cativeiro", afirmou a delegada do DHPP Elisabete Sato.
Faria servia a família de Ecclestone nos eventos de Fórmula 1 em São Paulo. ”Ele fazia esse trabalho já há algum tempo. Ele conhecia um pouco da rotina da família da Dona Aparecida”, disse o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Mágino Alves Barbosa. A vítima era amiga do suspeito no facebook.
O piloto já era monitorado como suspeito de ser o mentor do sequestro. A polícia rastreou o IP do computador utilizado nas negociações do resgate, feitas via e-mail entre os criminosos e a família da vítima, para chegar até ele.
"Ele não demonstrou surpresa pelo fato de estar sendo preso", disse o secretário após encontro nesta segunda com o governador Geraldo Alckmin e policiais envolvidos na investigação, no Palácio dos Bandeirantes. Segundo a polícia, o suspeito foi indiciado anteriormente por furto de um helicóptero em um hangar, crime ocorrido em 2014. Ele respondia ao processo em liberdade.
Faria foi presidente da Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero (Abraphe) de abril de 2014 a março de 2015, quando pediu afastamento por razões pessoais. A Abraphe informou que, desde março do ano passado, não tem nenhuma relação com o suspeito, nem mesmo como piloto associado.
Os dois suspeitos de executar o crime já haviam sido presos no domingo (31). Eles tinham passagem pela polícia por roubo. O envolvimento de outras pessoas no sequestro ainda não foi descartado.