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Mulher de Geller deixa a prisão por decisão judicial
Judite permaneceu presa até a madrugada deste sábado (1º)
A Justiça de Lucas do Rio Verde (354 km ao norte de Cuiabá) concedeu liberdade provisória à empresária Judite Maria Piccini, esposa do ex-ministro e atual secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller (PP).
Como os crimes cometidos por ela são inafiançáveis, Judite permaneceu presa até a madrugada deste sábado (1º), quando a Justiça concedeu a liberdade provisória, segundo a Polícia Judiciária Civil.
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A proprietára de um posto de combustíveis de Lucas do Rio Verde foi presa em flagrante pela Polícia Civil por crime eleitoral e posse irregular de arma de fogo de uso permitido. Trata-se de Judith Maria Piccini, esposa do secretário de Política Agrícola, Neri Geller.
No local, os investigadores apreenderam documentos, aparelhos de CPUs e anotações diversas, como a relação de pessoas autorizadas a abastecer no posto, além de material de propaganda eleitoral. Foram encontradas 19 munições intactas de revólver calibre 38.
Segundo a Polícia Civil, a ação ocorreu em decorreência de um mandado de busca e apreensão. Ao longo da semana, o caso foi investigado pela Polícia Civil, após denúncia recebida via Sistema Pardal plataforma de denúncias eleitorais, disponibilizada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Entre os documentos apreendidos estavam uma lista de pessoas autorizadas a abastecer veículos no posto de combustível, outra lista com placa de veículos com a descrição “Eleições 2016” e o nome do candidato a prefeito Luiz Binotti (PSD), 41 santinhos de uma candidata a vereadora e folders de campanha, além de notas fiscais em nomes de candidatos a vereadores, e ainda nomes de populares que teriam abastecido sem pagar porque estavam com os carros adesivados com propaganda política.
Na gaveta do escritório do estabelecimento foram encontradas 19 munições intactas de revólver calibre 38. Por conta disso, Piccini foi conduzida à delegacia e autuada em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido, além de crime eleitoral.
Coordenador jurídico da campanha de Binotti, o advogado Flávio Barra afirmou que os materiais apreendidos não configuram a prática de crime eleitoral. “Todos os abastecimentos estão declarados na nossa prestação de contas. Não há qualquer irregularidade. Os policiais estiveram no posto, cumprindo seu dever de investigar, mas não encontraram, até porque não há, qualquer documento irregular”.
Barra afirmou que “ataques” como a acusação de crime eleitoral decorrem do resultado das últimas pesquisas, que apontariam vantagem ao pessedista. A Polícia Civil investiga o caso.