Motorista de 30 anos morre após grave colisão entre caminhões na MT-242 entre Sorriso e Nova Ubiratã
MT é o segundo do Centro-Oeste no pagamento de indenizações por morte no trânsito
A frota em Mato Grosso é de 1.663.688, sendo que 731.728 são motocicletas
Mato Grosso é o segundo estado da região Centro-Oeste no pagamento de indenizações por morte por meio do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT).
Os dados do Boletim Estatístico 2015, divulgados pela Seguradora Líder, apontam que no primeiro semestre deste ano, 658 indenizações foram pagas, número suficiente para deixar o Estado apenas atrás de Goiás, com 1.052 registros. No caso de morte, os homens são as principais vítimas que representam 74% das ocorrências registradas.
As indenizações pagas em decorrência de acidentes envolvendo motos com vítimas fatais na região Centro-Oeste já perfazem o percentual de 42%. Automóveis representam outros 45%.
Neste ano, dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) indicam que a frota em Mato Grosso é de 1.663.688, sendo que desse montante 731.728 são motocicletas. No país, segundo o levantamento, 269.410 pessoas entraram para a triste estatística por invalidez permanente.
A pesquisa aponta ainda que 87% das indenizações por morte por acidentes com motocicletas foram para vítimas do sexo masculino. Já para os casos de vítimas com sequelas permanentes, 77% das indenizações por acidentes com motocicletas foram para vítimas do sexo masculino, enquanto 35% das indenizações por acidentes com os demais veículos foram para as mulheres, demonstrando que a concentração de vítimas do sexo masculino é maior nos acidentes com motocicleas do que com os demais veículos. As vítimas de acidentes com motocicletas são em sua maioria jovens em idade economicamente ativa.
O representante da Cruz Vermelha Brasileira, José Mauro Braz de Lima, consultor do Departamento Nacional de Educação e Saúde da entidade, também alertou para o nível de acidentes graves e fatais no Brasil, que ocupa as primeira posições entre os países com maior número de mortes no trânsito.
“É inaceitável o nível de mortes e feridos nas estradas. O que o Brasil hoje deve estar atento é que, sendo o país mais mata no mundo em relação ao acidente de trânsito, tem que ter uma atitude constante para isso. Temos que criar uma força-tarefa, em um programa de governo, como foi feito na França, para que tenhamos um modelo de atenção sistêmica”, sugeriu José Mauro a Agência Brasil.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), citados pela Cruz Vermelha, no mundo todo, 1,3 milhão de pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito. No Brasil, de acordo com a Cruz Vermelha, são 50 mil mortes anuais e 500 mil feridos nas ruas e estradas dos país, o que representa 25 mortes por 100 mil habitantes.