Incêndio em armazém da Bunge mobiliza bombeiros às margens da BR-163 entre Sorriso e Sinop
Movimentos esperam levar 15 mil às ruas em Cuiabá
Vamos enterrar o 13”. Com esse lema, os manifestantes querem pressionar os membros da bancada federal de Mato Grosso a votarem a favor do afastamento imediato de Dilma, no Congresso Nacional
Coordenada pelos movimentos “Muda Brasil”, “Vem pra Rua”, “Avança Brasil” e “Movimento Brasil Livre”, uma grande manifestação popular em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), está sendo organizada para o próximo domingo(13), em Cuiabá.
“Vamos enterrar o 13”. Com esse lema, os manifestantes querem pressionar os membros da bancada federal de Mato Grosso a votarem a favor do afastamento imediato de Dilma, no Congresso Nacional. O evento está marcado para acontecer às 16h, porém, a concentração deve acontecer a partir das 13h, na Praça Alencastro.
A convocação das pessoas está sendo feita pelas redes sociais e a expectativa inicial é de que um público de 15 mil pessoas compareça ao evento que percorrerá as principais ruas e avenidas da capital. Manifestações desse tipo serão realizadas na maioria das cidades brasileiras, porém, em horários diferentes, de forma que as ruas de todo o país sejam ocupadas durante todo o dia.
O movimento pró-impeachment ganhou força desde que o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que também está sendo investigado por provável envolvimento na fraude da Petrobras, acatou o pedido feito pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, este último, ex-ministro da Justiça do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), além da advogada Janaína Paschoal.
Para que o processo de impeachment seja aberto, serão necessários 342 votos dos 513 deputados no exercício do mandato. Uma vez aprovado, a presidente Dilma Rousseff estará automaticamente afastada do cargo e terá 10 sessões para apresentar sua defesa.
O passo seguinte é a realização de uma sessão extraordinária presidida por Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e, se 1/3 (27) dos 81 senadores entenderem que não existiu crime de responsabilidade, Dilma será reconduzida ao cargo, caso contrário, deixa a presidência e o vice-presidente, Michel Temer (PMDB-SP), assume o comando do país em definitivo, pouco mais de um ano depois de Dilma Rousseff ter sido reeleita para o segundo mandato.