Estrutura do GAFFFF Sorriso ganha forma e entra na etapa decisiva de montagem
Mesmo sem La Niña configurado, primavera terá chuva acima da média
A partir de novembro a chuva retorna ao centro-norte do Brasil
A primavera já começou e deve ser influenciada por um oceano Pacífico equatorial levemente mais frio que o normal. Segundo o meteorologista da Somar Márcio Custódio, mesmo sem ter um La Niña clássico configurado, essa neutralidade do oceano com um viés negativo já fará com que distribuição de chuva seja diferente da registrada na mesma estação de 2015.
“Na primavera passada, estávamos com o aquecimento do Pacífico equatorial (o El Niño), que retirou as chuvas do centro-norte do Brasil”, explica Custódio.
Segundo ele, os produtores sentirão a diferença no clima, independentemente da nomenclatura do fenômeno. “É preciso no mínimo um período de 6 meses que compreendam parte de 3 trimestres de anomalia de meio grau negativo para configurar o La Niña. E não é este o observado pelos grandes centros de Meteorologia”, diz ele.
Marcelo Schneider, meteorologista do Inmet, concorda. “Impactos de La Niña já têm, fenômeno configurado ou não, mas isto não é o mais importante para o produtor rural”, afirma ele.
Portanto, segundo especialistas, não configurar o fenômeno terá baixo impacto com relação às previsões dadas anteriormente. A boa notícia continua: a primavera terá chuva acima da média no centro e norte do Brasil e abaixo da média na região Sul.
A tendência é que a chuva retorne ainda de forma irregular para o centro e norte do Brasil e permaneça mais intensa e frequente no Sul em outubro. A partir de novembro, começaremos a observar inversão na distribuição, até que, em dezembro, a chuva será mais persistente no centro e norte do Brasil e mais irregular com risco de estiagens regionalizadas no Sul.
Além dessa inversão no padrão de distribuição de chuva, espera-se uma primavera menos quente que as mais recentes, com oscilação entre períodos frios e quentes no Sul e Sudeste em outubro e menores picos de calor no Centro-Oeste e Nordeste comparando-se à mesma estação do ano anterior.
Somente no Nordeste, especialmente entre a Bahia e Pernambuco, a primavera será mais quente que o normal.