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Maggi nega propina e diz que conquista da Copa foi mérito de MT
O senador negou que tenha havido pagamento para a escolha de Cuiabá
O senador Blairo Maggi (PR) negou que tenha havido pagamento de qualquer propina para a escolha de Cuiabá como sede da Copa do Mundo 2014. A seleção foi anunciada em 2009, durante seu segundo mandato como governador.
Maggi afirma que a escolha de Cuiabá foi mérito das pessoas que, desde o começo, trabalharam para convencer a Fifa de que a capital mato-grossense tinha condições de sediar jogos do Mundial, em contraste com a apatia da principal concorrente, Campo Grande (MS).
Em entrevista à Rádio Capital, o ex-governador relatou que, quando o Brasil foi escolhido para sediar a Copa 2014, em 2007, já havia uma intenção da Fifa de contemplar todas as regiões brasileiras.
Com isso, na ocasião, ele vislumbrou que Mato Grosso disputaria com Goiás e Mato Grosso do Sul o direito de sediar a Copa no Centro-Oeste, já que Brasília, como capital federal, naturalmente já seria palco dos jogos. Os principais argumentos foram turísticos, em função da proximidade de Cuibá com o Pantanal e a Amazônia, e a existência de quatro biomas no estado.
“Nós participamos desde o início dessa empreitada e apresentamos um projeto que era factível, apresentamos argumentos, trabalhamos, conquistamos opiniões, e demolimos opiniões contrárias. Enquanto isso, Mato Grosso do Sul simplesmente não fez nada, ficou esperando, não acreditou que isso poderia acontecer. Quando Mato Grosso entrou de fato na disputa, as coisas já estavam definidas, então Mato Grosso praticamente concorreu com ele mesmo”, afirmou Maggi.
O bairrismo e a rivalidade entre Cuiabá e Campo Grande permeou os últimos meses da disputa, a ponto de, no dia do anúncio de Cuiabá como sede, o então secretário municipal de Cultura, Mario Olímpio, mandar confeccionar faixas com a frase “Tchupa esta manga, Campo Grande! A Copa é nossa...” A provocação despertou a ira de autoridades sul mato-grossenses.