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Pivetta prioriza secretariado técnico, confirma permanência de nomes e afasta indicação de deputados em MT
Governador reeleito sinaliza continuidade de gestores na Comunicação, Infraestrutura, Meio Ambiente e Fazenda; Rogério Gallo também terá espaço na administração a partir de 2027.
O governador reeleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), começou a definir os nomes que deverão integrar o primeiro escalão de sua administração a partir de janeiro de 2027. A proposta é manter profissionais com experiência na gestão pública e priorizar critérios técnicos na escolha dos secretários, reduzindo a possibilidade de nomeações motivadas por articulações partidárias. Pivetta confirmou a permanência de Laíce Souza na Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) e sinalizou a continuidade de outros integrantes da equipe, além do aproveitamento do ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo.
Entre os nomes cotados para permanecer no governo estão Marcelo de Oliveira, responsável pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Mauren Lazzaretti, à frente da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), e Fábio Pimenta, que comanda a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). Já Rogério Gallo teve sua participação na próxima gestão confirmada pelo governador, embora ainda não exista uma definição sobre qual cargo ocupará. Atualmente, o ex-secretário participa dos trabalhos de reorganização administrativa do Estado, que deverão orientar mudanças na estrutura governamental.
Ao comentar a formação da equipe, Pivetta destacou a qualificação dos profissionais que atuam na administração estadual e comparou a experiência dos gestores à exigida por grandes empresas do setor privado. Segundo ele, integrantes do governo possuem capacidade técnica para ocupar posições de destaque no mercado corporativo, inclusive na Faria Lima, em São Paulo, importante centro financeiro do país. A avaliação foi utilizada pelo governador para defender a valorização de profissionais com conhecimento administrativo e experiência na condução de áreas estratégicas.
A possibilidade de nomear deputados estaduais para comandar secretarias também foi abordada pelo governador, que demonstrou resistência à proposta. Nos bastidores políticos, a alternativa vinha sendo discutida como uma forma de acomodar aliados, incluindo parlamentares que não conseguiram a reeleição, como Paulo Araújo (Republicanos), cujo mandato termina em janeiro de 2027. Pivetta, entretanto, afirmou que pretende escolher especialistas para os cargos e ressaltou que os deputados foram eleitos para exercer funções legislativas e fiscalizar o Executivo, indicando que a composição do secretariado não deverá ser utilizada, inicialmente, para acomodação política.
Na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), outro nome que aparece nas discussões para 2027 é Daniel Monteiro, atualmente secretário adjunto executivo e designado para responder temporariamente pelo comando da pasta entre os dias 19 e 28 de outubro. Sua eventual efetivação, porém, ainda não foi anunciada. A movimentação também tem repercussão política em Cuiabá, onde Monteiro mantém atuação no cenário municipal e divergências com o prefeito Abilio Brunini (PL), aliado de Pivetta.
Apesar das sinalizações, a composição definitiva do primeiro escalão ainda depende de novos anúncios. O governador deverá avaliar a permanência dos atuais gestores e possíveis mudanças na estrutura das secretarias antes do início do próximo mandato. A orientação apresentada até o momento é preservar a continuidade administrativa em áreas consideradas estratégicas, com a escolha de profissionais que atendam aos critérios de experiência e qualificação estabelecidos pelo Executivo estadual.