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Loja corre risco de demitir 150 colaboradores se não adequar projeto
"Se a lei não permitisse o acordo, não teria sido feito", diz Major
O comando regional do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, em Lucas do Rio Verde, concedeu entrevista coletiva para explicar a situação que levou a interdição da Loja de departamentos Havan.
O major Rony Barros, do Comando Regional III, explicou que a Lei estadual n° 8399, que trata sobre a segurança contra incêndio nas empresas e indústrias do Estado, garantiu a conclusão do projeto foi assinado o TAC (Termo de Ajuste de Conduta), mas que não foi cumprido.
“Quando chegou a data de inauguração a empresa não tinha executado o projeto total, com isso o Corpo de Bombeiros, através de um artigo que a lei permite, concedeu a abertura firmando um acordo de um ano através de um Termo de Ajuste de Conduta para que a referida empresa terminasse de executar o projeto com todos os equipamentos de segurança, porém ela não cumpriu” disse o major.
Quanto ao fim do prazo, o major afirmou que a empresa tinha conhecimento da data, mas não tomou as providências cabíveis.
“Nós ficamos aguardando esse prazo, a empresa tinha o conhecimento de todos os equipamentos que precisava instalar, ninguém foi pego de surpresa no momento do impedimento, foi feito um acordo e a empresa garantiu de que cumpriria as exigências, o que não aconteceu” explicou.
Nesta quinta-feira (12) a loja voltou a funcionar normalmente, após entrar com recurso no Comandante Geral em segunda instância e conseguiu o prazo de mais 60 dias para realizar a readequação.
“Durante esses 60 dias a empresa poderá trabalhar, devido aos equipamentos mínimos de segurança ao combate a incêndio que já estão instalados, porém é necessário à totalidade dos termos de segurança, que só acontecerão com a finalização do projeto” afirmou Ramos.
O major fez questão de enfatizar que o Corpo de Bombeiros trabalhou conforme a lei permitia.
“É importante frisar que estamos cumprindo a lei e é em prol dos funcionários que ali estão e também dos clientes, dando segurança para quem frequenta. Se a lei não permitisse esse acordo, não teria sido feito e como não cumpriram o prometido ela foi interditada” afirmou.
Questionado sobre a ameaça da empresa de finalizar as atividades na cidade e demitir 150 colaboradores, o major é enfático em dizer que é uma posição da empresa, o qual prefere demitir funcionários em vez de se adequar a lei.