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Juíza recebe nova denúncia do Gaeco contra José Riva e mais 23
Eles são acusados de integrar suposto esquema que teria desviado R$ 1,7 milhão
A juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, recebeu a denúncia que acusa o ex-deputado José Riva (sem partido) e outras 23 pessoas de integrarem esquema que teria desviado R$ 1,7 milhão dos cofres da Assembleia Legislativa.
A decisão, datada da última terça-feira (27), atendeu pedido do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE).
O suposto esquema teria contado com a participação de servidores e advogados e consistia na simulação de compras para justificar os gastos com as “verbas de suprimentos”, que eram recebidas no gabinete do então parlamentar, entre 2011 e 2014.
As investigações resultaram nas Operações Metástase e Célula Mãe, esta última culminando na prisão de José Riva, no dia 13 de outubro, e dos servidores Maria Helena Caramelo, Geraldo Lauro e Manoel Marques, todos ligados ao ex-deputado.
Condutas demonstradas
Ao receber a denúncia, a magistrada verificou que o Gaeco demonstrou, de forma satisfatória, os supostos crimes cometidos por cada um dos acusados.
Selma Arruda resumiu os fatos narrados pelo Gaeco, que acusa os chefes de gabinete Maria Helena Caramelo Geraldo Lauro, a mando de José Riva, de terem determinado aos assessores do gabinete que sacassem mensalmente os valores das verbas de suprimentos e repassassem a eles.
Em seguida, os servidores Manoel Marques e Vinícius Prado Silveira supostamente providenciavam, com o auxílio do contador Hilton Carlos da Costa Campos, as “notas frias” que serviriam para justificar os gastos fictícios.