Jovem confessa que matou ex-namorada, mas é liberado
Hellen Lorrayne foi assassinada dia 26 de junho no bairro Jardim Maringá
O jovem V.P.B.A., de 18 anos, confessou em depoimento à Polícia Civil que matou a ex-namorada, a estudante Hellen Lorrayne Miranda do Prado, de 18, mas negou que o disparo tenha sido intencional.
O crime ocorreu no dia 26 de junho no bairro Jardim Maringá II, em Várzea Grande. Os dois se relacionaram por cerca de três anos e têm uma filha, de menos de um ano.
Conforme a Polícia Civil, o suspeito se apresentou na Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP) na última sexta-feira (8) com um advogado. Ele foi ouvido e, logo em seguida, liberado.
A Polícia Civil justificou que não poderia prender o jovem por já ter passado o período de flagrante. Disse ainda, que não havia um mandado de prisão contra ele.
No depoimento, o suspeito confirmou que encostou a arma no rosto de Hellen, mas que não queria matá-la. Segundo ele, o revólver disparou após a vítima tentar empurrá-lo.
V.P. ainda disse, no depoimento, que Hellen o estava perseguindo após ele terminar o relacionamento e arrumar outra namorada.
A versão da mãe da vítima, Edna Miranda dos Santos, porém, é de que o suspeito é quem não aceitava o fim da relação e já tinha ameaçado a jovem várias vezes.
Troca de delegados
O crime estava sendo investigado pela delegada Alana Cardoso. Foi ela quem ouviu o suspeito na sexta-feira.
A Polícia Civil informou, entretanto, que o caso foi repassado nesta segunda-feira (11) para o delegado Antônio Carlos de Araújo. Alana estava cobrindo as férias de Araújo.
O delegado disse à reportagem que só vai dar declaração sobre o caso após tomar conhecimento do inquérito.
“Amedrontada”
Em entrevista recente, Edna dos Santos, de 34 anos, contou que estava escondida com a neta por medo que o suspeito, que é a pai dela, a pegue à força.
Edna não vê a hora do acusado estar atrás das grades. Ela contou que a dor da perda da filha é indescritível. Revelou que a neta, que ainda estava amamentado no peito, chama por ela diariamente.
“Eu quero que a Justiça seja feita, que esse assassino pague pelo que ele fez com a minha filha na cadeia. Porque só com ele preso ficarei em paz e terei a liberdade de criar a minha neta”, relatou.
O crime
Hellen estava com a filha na casa de um vizinho com amigos quando o suspeito chegou armado no local.
Ele mandou que ela entrasse na casa e ordenou que o primo de Hellen, de 11 anos, pegasse a menina e saísse.
Para a Polícia, o menor afirmou que obedeceu a ordem e, logo em seguida, ouviu o barulho do tiro.
Ele retornou à residência e encontrou a prima caída no chão.
O menor pediu ajuda a vizinhos, que acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Uma equipe médica se deslocou ao endereço e encaminhou a vítima até o Pronto-Socorro da cidade em estrado gravíssimo.
Ela não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade no dia 27 de junho.
Policiais militares fizeram buscas na região, porém encontraram apenas a arma usada no crime, uma garrucha calibre 24, no quintal de uma casa.