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José Riva deixa prisão e pede perícia em documentos do BB
O ex-parlamentar aparentou forte abatimento e usava chinelos
O ex-deputado estadual José Riva participou, nesta sexta-feira, de uma audiência de instrução do processo que responde por desvios de R$ 62 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa.
O esquema foi investigado na “Operação Imperador”, deflagrada em fevereiro deste ano pelo Gaeco (Grupo de Ação e Combate ao Crime Organizado).
Esta foi a primeira aparição de Riva desde que foi preso pela terceira vez neste ano. O ex-parlamentar aparentou forte abatimento e usava chinelos, uma vez que agentes do Centro de Custódia de Cuiabá não encontraram seus sapatos.
Oitivas
A oitiva desta sexta-feira ouviu apenas no deputado estadual Gilmar Donizete Fabris (PSD). Ele explicou que as licitações no legislativo estadual eram comandadas por uma comissão específica e que, dificilmente, o presidente tem controle sobre todos os procedimentos.
O parlamentar afirmou que a supervisão dos processos licitatórios cabe aos auditores da Assembleia e que não é praxe o presidente ter contato com empresários. "Nenhum deputado tem tempo para verificar as licitações”, colocou.
Em relação a entrega de materiais de expediente e papelaria na Assembleia, o social democrata informou que no período em que José Riva presidiu o legislativo não faltavam. “Diferente do que ocorre agora”, completou.
Ao final do depoimento do ex-deputado, a defesa de José Riva pediu perícia em fotocópia de documentos do Banco do Brasil que estão anexo nos processos. Além disso, que ter acesso aos comprovantes de mercadorias entregues.