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Wellington fica fora de agenda da campanha de Flávio Bolsonaro em MT
Encontro em Cuiabá será comandado por Rogério Marinho e organizado por Odílio Balbinotti; ausência ocorre em meio a divergências internas no PL mato-grossense
O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), não participará da primeira agenda oficial da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) no Estado, marcada para esta sexta-feira, em Cuiabá. O encontro terá a presença do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha presidencial, e será direcionado ao setor empresarial.
A agenda foi organizada pelo empresário Odílio Balbinotti Filho (PL), responsável pela coordenação da campanha de Flávio em Mato Grosso. Segundo Balbinotti, políticos não foram convidados porque a programação foi planejada exclusivamente para empresários. Questionado especificamente sobre Wellington, afirmou que o senador também não deverá participar.
Durante o encontro, Rogério Marinho deve apresentar ao empresariado propostas e diretrizes defendidas pela candidatura de Flávio Bolsonaro, além de buscar aproximação e apoio ao projeto presidencial. O senador potiguar vem realizando agendas semelhantes em diferentes estados.
Embora a organização atribua a ausência de Wellington ao formato empresarial do evento, o episódio ocorre em um momento de divergências entre grupos do PL de Mato Grosso. Conforme noticiado por A Gazeta, há diferenças entre setores mais próximos do bolsonarismo e o grupo ligado à estrutura nacional da legenda e ao presidente do partido, Valdemar Costa Neto, de quem Wellington é aliado.
As divergências também passam pela disputa eleitoral em Mato Grosso. Balbinotti integra como primeiro suplente a chapa de José Medeiros (PL) ao Senado, enquanto Medeiros já se posicionou contra a candidatura de Wellington ao Governo do Estado.
Outro ponto de tensão envolve as articulações de Wellington para uma composição com o MDB, partido da deputada estadual Janaina Riva, que disputa uma vaga ao Senado. O movimento provocou resistência no grupo de Medeiros, que vê a aproximação com o MDB como prejudicial ao seu projeto eleitoral.
Com a campanha nacional começando a ganhar espaço em Mato Grosso, as próximas agendas deverão mostrar como os diferentes grupos do PL irão se posicionar em torno da candidatura presidencial e, ao mesmo tempo, administrar as disputas estaduais dentro da própria legenda.