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Homem matou amante de 18 anos que estava grávida, diz polícia
Ludmila dos Santos de Jesus, 18 anos, teve o corpo localizado em uma chácara
A Polícia Civil prendeu um homem de 40 anos, casado e com três filhos, que confessou ter matado a amante, de 18, que estava grávida.
De acordo com o delegado, Luciano Inácio da Silva, que comanda a investigação, o caso começou como desaparecimento e evoluiu para homicídio. “A vítima queria ficar com o namorado por conta da gravidez”, destacou.
Ludmila dos Santos de Jesus, 18 anos, teve o corpo localizado em uma chácara no município de Alto Paraguai (218 km ao Médio-Norte), de propriedade do autor crime, Antônio José de Souza, 40 anos.
Ele iniciou relacionamento com jovem quando ela estava com 17 anos e a teria matado por conta da gravidez. Ele está preso por mandado de prisão temporária (30 dias).
A vítima Ludmila tinha acabado de completar 18 anos, quando desapareceu, no dia 4 de novembro de 2015. A moça era natural de Alto Paraguai (218 km a Médio-Norte), e sumiu após deixar a quitinete de uma amiga localizada no bairro Goiabeiras, em Cuiabá, onde estava hospedada.
Conforme informações repassadas pela amiga, no dia dos fatos Ludmila se arrumou e saiu da quitinete dizendo que iria se encontrar com o namorado, o comerciante Antonio José de Souza, que também é da cidade de Alto Paraguai, e o responsável pelo deslocamento da vítima até a capital.
A testemunha contou que Ludmila estava grávida de quatro meses e teria vindo à Cuiabá para se submeter a um aborto, por insistência do namorado, que era casado e tinha três filhos, que não tinha interesse em levar a gravidez à diante e assumir o bebê.
No depoimento, a mãe de Ludmila contou que o último contato com a filha foi no dia 02 de novembro, quando ligou para parabenizá-la pelo aniversário, e acabou tomando conhecimento que a filha estava em Cuiabá. Em conversa por telefone, Ludmila demonstrou muita tristeza. A mãe pediu para que ela voltasse para casa e a jovem afirmou que voltaria nos próximos dias.
Diante dos fatos, um inquérito policial foi instaurado e no decorrer das investigações, a Polícia Civil representou pelo mandado de busca e apreensão domiciliar, bem com pelo mandado de prisão temporária, do principal suspeito e última pessoa que manteve contato com vítima desaparecida. As ordens foram decretadas pela 14ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá.
Com as ordens judiciais deferidas, os policiais civis da DHPP se deslocaram até à chácara do acusado, no município de Alto Paraguai. No local, o investigado, Antônio José, foi surpreendido em poder de um revólver calibre 38.
Ele foi autuado em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo e durante interrogatório sobre o desaparecimento de Ludmila, confessou a autoria do homicídio, indicando o local em que havia enterrado o corpo da jovem.
Após quase quatros horas de buscas, realizando trabalho manual com picareta e enxada, os policiais civis da DHPP conseguiram localizar o corpo da jovem, em uma profunda cova, na chácara do namorado.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Tangará da Serra também esteve no local e acredita que a jovem, possivelmente, foi morta por asfixia.
Antônio José foi indiciado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ele alegou ser perseguido e ameaçado pela jovem.