Estrutura do GAFFFF Sorriso ganha forma e entra na etapa decisiva de montagem
Gaeco investiga suspeita de fraude e faz buscas em Prefeitura
A operação tem por objetivo desmantelar um esquema que teria operado na rede pública de saúde
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na tarde desta quinta feira (27), a Operação Panaceia, que tem por objetivo desmantelar um suposto esquema de fraudes em licitação na Prefeitura de Chapada dos Guimarães.
As fraudes teriam ocorrido por meio da compra de medicamentos sem notas fiscais para abastecer a rede pública de saúde da cidade. Um dos alvos da operação é a Prefeitura.
As buscas e apreensões também estão sendo cumpridas na sede da Secretaria Municipal de Saúde, no Hospital Municipal de Chapada, nos postos de saúde da zona urbana e rural do município e na sede da empresa Adilvan Comércio e Distribuição LTDA, em Cuiabá.
A operação acontece em parceria com a 1º Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães.
Em setembro, a secretária de Saúde, Jane Lúcia Jabra Anffe, e o seu coordenador de gestão do SUS, Diogo Sávio Ferraz, foram exonerados por causa de supostas irregularidades compras de medicamentos.
A exoneração aconteceu por meio de notificação recomendatória do Ministério Público Estadual (MPE), que abriu um inquérito para apurar os supostos esquemas.
O foco principal da investigação era um contrato, no valor de R$ 650 mil, feito por meio de adesão com a empresa Adilvan Comercio Distribuição Ltda, mesma empresa alvo da busca e apreensão.
A empresa é investigada em outros Estados e municípios por supostos esquemas em contratos com órgãos públicos.
Outro lado
Por meio de nota divulgada à época, a ex-secretária afirmou que a compra dos medicamentos seguiu “todos os trâmites legais” e teve a autorização do Conselho Municipal de Saúde.
“Todos os medicamentos adquiridos foram recebidos pelos profissionais de saúde competentes e estão em posse da Prefeitura, na Secretaria de Saúde”, afirmou, na nota.
Em seguida, Jane afirmou ainda que há diferença entre o valor divulgado e o que está sendo apurado. “Enquanto foi divulgado que as compras envolvem R$ 650 mil, o real são três notas que juntas somam o montante aproximado de R$ 56 mil”, informou.
Na nota, ela diz ainda que todos os esclarecimentos foram prestados ao Ministério Público, “inclusive com a entrega de todos os documentos relativos às compras”.