Estrutura do GAFFFF Sorriso ganha forma e entra na etapa decisiva de montagem
Fiança de R$ 229 mil de juiz e filho é reduzida para R$ 7,3 mil
Magistrado, irmão e o ex-vereador João Emanuel, são suspeitos de golpe
A juíza Selma Arruda, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, atendeu ao pedido de redução de fiança para o juiz aposentado Irênio Lima Fernandes, e para o filho dele, o advogado Lázaro Roberto Moreira Lima, pai e irmão do ex-vereador João Emanuel Moreira Lima, preso na Operação Castelo de Areia, da Polícia Civil. Os três são investigados por suspeita de fazerem parte de uma organização criminosa que aplicou um golpe que ultrapassa os R$ 50 milhões.
O golpe é investigado pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), que apura se o juiz, o advogado e João Emanuel cometeram crimes de estelionato e formação de quadrilha. João Emanuel está preso no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC). Lázaro nega que a família esteja envolvida em qualquer esquema.
A defesa dos suspeitos formulou um pedido para que fosse concedida a redução da fiança – arbitrada em R$ 229 mil para cada um, para que os investigados permanecessem em liberdade. Foi argumentado que Irênio e Lázaro não teriam condições financeiras para o pagamento.
Na última semana, o juiz e o filho tiveram uma medida cautelar decretada judicialmente para que recebessem tornozeleiras eletrônicas e tivessem as contas bancárias bloqueadas. A audiência para que os equipamentos fossem colocados, prevista para a segunda-feira, foi suspensa.
O desembargador Orlando Perri, da Primeira Câmara Criminal, também atendeu uma liminar que liberou os dois investigados da obrigação de usar as tornozeleiras.
Selma Arruda atendeu ao pedido e concedeu que Irênio e Lázaro tivessem a fiança reduzida, fixada em R$ 7,3 mil, cada.
Investigação
O juiz aposentado e o advogado foram denunciados no inquérito da primeira fase da operação. As buscas na casa do advogado Lázaro foram realizadas na primeira fase da operação, quando ele foi conduzido coercitivamente para prestar interrogatório.