Família do Paraná busca por mulher desaparecida em Mato Grosso
Ana Paula André foi vista pela última vez em 2008
Rejeitada pela mãe e entregue aos cuidados de terceiros, a então menina Ana Paula André sentiu na pele a dor do abandono, antes de ser acolhida como filha por uma de suas tias, Raquel André, ainda na infância.
Com ela, a jovem saiu do Paraná e chegou em Mato Grosso em 2005, quando os familiares escolheram a cidade de Campo Verde (140 km de Cuiabá), para morar e buscar melhores condições de vida. Um desentendimento com o marido da tia, no entanto, fez com que Ana saísse de casa em 2008, última vez em que foi vista por eles.
Sem notícias desde este período, os familiares, que voltaram para o Paraná, procuram agora por informações que possam levá-los a ela, ou, pelo menos mantê-los cientes de seu paradeiro. De acordo com sua prima, Vanessa dos Santos André, a última notícia recebida dava conta de que Ana, que hoje tem idade estimada em 29 anos, estaria na Capital. “Na época um ex-namorado dela nos disse que a viu no shopping, mas não sabemos se é verdade.”
De acordo com ela, a prima começou a se envolver com amizades consideradas ruins, e por isso saiu de casa em 2007. Contudo, durante aproximadamente um ano ela continuava a freqüentar o local e a dar notícias. Foi então que, em um destas oportunidades, o padrasto de Vanessa e a garota entraram em atrito pelo fato de ele não concordar com suas atitudes. “Ela era muito namoradeira, desandou quando chegamos aí. Hora que juntava com alguém sumia um tempo, quando terminava, voltava. Só que depois dessa briga ela sumiu de verdade, nunca mais soubemos nada.”
Os parentes temem que ela possa ter retornado à antiga residência e não tê-los encontrado, uma vez que retornaram ao seu estado natal no ano seguinte ao seu desaparecimento. Em contato com alguns amigos que ainda residem em Campo Verde, eles também não conseguiram nenhum dado sobre Ana Paula. Assim, a família vem pedindo ajuda a veículos de mídia mato-grossenses e cidadãos, para que possam ajudá-los com qualquer informação sobre ela.
“Tentamos alguma coisa até no IML, mas não conseguimos nada. Como todo mundo hoje tem redes sociais procurei por lá também, mas não achei. Talvez porque ela tenha se casado e adotado o nome do marido. De qualquer forma continuaremos procurando. Eu era muito apega a ela e por isso queremos saber se ela precisa de alguma coisa e, se necessário, a traremos pra cá.”
Qualquer informação sobra Ana Paula pode ser repassada por meio dos números (43) 98444248 ou (43) 99078724, de Raquel e Vanessa, respectivamente.