O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), divulgou estudo sobre as mortes por raios no Brasil nos últimos 15 anos. Os dados fazem parte do livro “Brasil: Que raio de história”.
O estudo, realizado pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT), compara dados do primeiro levantamento de mortes por raios, referente ao período de 2000 a 2009, com dados do segundo levantamento, referente ao período de 2000 a 2014.
Os resultados evidenciam que as mortes por raios no Brasil estão diminuindo e o perfil e região das fatalidades estão mudando. Os dados mais recentes mostram que mais pessoas têm morrido dentro de casa, 12% no primeiro levantamento contra 19% no segundo, e praticando atividades de agropecuárias (19% contra 25%)
“Esses números mostram que mesmo dentro de casa existem riscos de ser atingido por um raio e é necessário que as pessoas fiquem distantes de objetos ligados à rede elétrica ou rede telefônica durante tempestades”, comentou Osmar Pinto Junior, Coordenador do ELAT.
As mortes na região norte estão aumentando e nas regiões sudeste e centro-oeste diminuindo, enquanto nas outras regiões tem se mantido mais ou menos constantes.
Ranking
O sudeste continua com o maior número de vítimas, em função da maior população. Mas a região norte, que antes estava em terceiro lugar empatado com o nordeste assumiu o segundo lugar. No ranking de municípios com mais mortes por raios de 2000 a 2014, São Paulo, SP, aparece em primeiro lugar (com 26 mortes), seguido por Manaus, AM (22), Campo Grande, MS (11), São Luís, MA (10), Porto Velho, RO (9). Empatados em sexto lugar estão Rio de Janeiro, RJ, Brasília, DF, e São Gabriel da Cachoeira, AM, com 8 mortes.