Em Sorriso, Blairo Maggi elenca prioridades do Mapa e rechaça taxação dos produtos agrícolas
Ministro também determinou a majoração dos preços mínimos
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, participou hoje do IV Congresso Nacional do Feijão-caupi, que acontece em Sorriso. O chefe do Mapa fez um pronunciamento oficial, elencou as prioridades do ministério e deixou claro seu posicionamento contrário à taxação dos produtos agrícolas destinados à exportação.
Em entrevista coletiva de imprensa, Maggi frisou quais são as prioridades da União para o setor agrícola. “Abrir mercado, desburocratizar e ampliar a oferta de produtos para que os agricultores tenham uma concorrência maior, além de evitar que alguns produtos sejam de oligopólios ou monopólios. Não vamos quebrar patentes, mas, sim, criar condições para que outros tenham produtos similares que possam concorrer para que os preços sejam baixos”, ressaltou.
Maggi foi questionado sobre o seu posicionamento acerca do “novo” Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) e possível taxação dos produtos agrícolas destinados à exportação. “Sou absolutamente contra a taxação das mercadorias de exportação. É uma conquista dos produtores da agricultura brasileira. Taxar esse segmento é anunciar a morte da agricultura. O Governo precisa ser ágil e firme na cobrança dos impostos das mercadorias que vão para o mercado externo. Tem muita coisa na gestão para fazer antes de taxar o agricultor”, garantiu.
Idealizado pelo Governo, o “novo Fethab” consiste na cobrança dobrada do valor que hoje é pago pelo produtor rural ao comercializar a soja. Essa é uma das atuais polêmicas com liderenças do setor agrícola.
Sobre o assunto, Maggi declarou que “sempre fui muito fã do Fethab porque o dinheiro vai para melhorar as estradas. Mas, se não tiver participação e concordância do setor produtivo, não vai acontecer. Se houver cobrança, que as entidades que defendem os produtores concordem com isso”, resumiu.
Ainda sobre as políticas agrícolas, o ministro informou que determinou ao secretário Neri Geller que seja aproveitado o momento para majorar os preços mínimos para que cubram o custo dos produtores.
Feijão
Seja em Sorriso ou até mesmo fora do Estado, as donas de casa têm reclamado do preço do feijão que se elevou, sobretudo por causa dos problemas climáticos no país. Para Blairo Maggi, é preciso passar essa fase e regular o plantio da próxima safra.
“O incentivo aos produtores de feijão tem que vir através de pesquisa da Embrapa, da redução da burocracia e ampliação de mercados. O governo precisa entrar regulando isso e não com subsídios financeiros, pois estamos sem dinheiro e não se pode nem falar neste assunto na explana”, finalizou.
Blairo esteve acompanhado do ex-ministro da Agricultura e atual secretário de Política Agrícola, Neri Geller (que é de Lucas do Rio Verde), dos senadores Cidinho Silva e Wellington Fagundes, do vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Nilson Leitão, dos deputados Adilton Sachetti, Ezequiel Fonseca, dentre outros parlamentares.
Confira AQUI a reportagem completa no Cidade Alerta, programa da TV Sorriso (Record).