Motorista de 30 anos morre após grave colisão entre caminhões na MT-242 entre Sorriso e Nova Ubiratã
Em busca de nova vida, família de refugiados sírios chega a Cuiabá
No dia 30, o radiologista Fadi, a anestesista Wafa, sua esposa, e as duas filhas Mirella e Lida desembarcam na Capital
Vivendo há cinco meses em São Paulo, eles enfrentam problemas de adaptação e custo de vida. Agora, amparados pela iniciativa de um grupo formado por empresários da região, eles tem a garantia de moradia e mantimentos para o período de um ano, além de escola para as garotas.
Ele explica que chegaram a Fadi por meio de contato com Consulado e Organizações Sociais (ONGs) que desenvolvem um trabalho parecido. “É preciso ter responsabilidade, sobretudo, com este tipo de ação. Assim a primeira família será trazida para que sejam avaliadas todas as demandas necessárias para a acomodação devida, a partir dessa aferição, outras poderão chegar ao Estado”.
Para facilitar o processo de identificação com a nova pátria, eles também optaram por prestar assistência aos refugiados que já escolheram o Brasil para morar. “Isso facilita porque contempla uma escolha já feita por eles”.
O movimento, formado há apenas uma semana, ganha colabores e ainda não conta com ajuda do governo. Mas, acordo com Vagner, esta possibilidade ainda será estudada com o objetivo de beneficiar outros estrangeiros vivem na mesma condição. “A causa não é deles, é do mundo. Precisamos todos nos posicionar diante de tanto sofrimento e injustiça”.
Com relação ao grupo de apoio, ele conta ser integrado por amigos e empresários de vários ramos. Unidos, eles já desenvolviam projetos sociais, como a reforma de creches pela cidade. A mobilização por uma nova causa partiu dos relatos da experiência vivida pelos Giglio e das constantes reportagens tratando da imigração internacional.
A fim de manter a transparência da iniciativa, também não são aceitas doações em dinheiro. Aqueles que pretendem ajudar, devem se informar sobre os bens e serviços que precisam ser recebidos.
No Facebook, a página ‘Ajuda às famílias refugiadas’ ajuda a proliferar a causa. Além disso, os interessados podem entrar em contato pelo número 3615 7020, ramal dedicado exclusivamente ao assunto.
O conflito
A República Árabe Síria enfrenta, desde março de 2011, uma guerra civil que já deixou pelo menos 130 mil mortos, destruiu a infraestrutura do país e gerou uma crise humanitária regional.
Mais de 2 milhões deixaram o país em busca de refúgio em nações vizinhas, aumentando as tensões entre os países vizinhos. Outros 4,25 milhões de sírios tiveram que se deslocar dentro do país devido aos combates. A situação sanitária se agrava, as organizações de ajuda não conseguem acesso a regiões inteiras do país, e a economia encolhe em meio aos combates.