Após espancamento, homem espera há dois meses por parentes para deixar Pronto-Socorro
Paciente ainda se encontra confuso e só terá alta se tiver um acompanhante
A Secretaria de Saúde de Cuiabá está procurando por informações sobre a família de José Rubens de Oliveira Silva (nome não confirmado oficialmente). Ele deu entrada na Sala Vermelha do Hospital e Pronto Socorro no dia 23 de março deste ano, socorrido pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) Vitima de espancamento ele foi localizado na Avenida Mário Corrâa, no bairro do Porto.
Segundo a equipe do Serviço Social do HPSMC, já foram feitas várias tentativas de localizar familiares do homem. Todas sem sucesso, inclusive por meio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que colheu impressões digitais. No banco de dados do órgão nada constou em relação ao homem. Também houve informações não confirmadas vindas da região de Cáceres.
Após receber alta da UTI, em maio, o paciente foi encaminhado para a enfermaria cirúrgica e posteriormente para a enfermaria da unidade hospitalar onde permanece até hoje, sem identificação oficial e sem condições plenas de se comunicar.
De acordo com as assistentes sociais, segundo as poucas informações dadas pelo paciente através de gestos, sua família provavelmente mora no bairro Planalto, mas ele não reside com familiares.
Apesar de estável e com condições de alta hospitalar, o paciente ainda se encontra confuso e só terá alta se tiver um acompanhante responsável ou uma instituição com cuidadores para onde ele possa ser encaminhado.
A coordenadora do Serviço Social do HPSMC, Vanda Luzia Paes de Arruda, explicou que ele terá que ter acompanhamento ambulatorial nas especialidades, oftalmologia, neurocirurgia, fisioterapia e fonoaudiologia. “Desde que ele deu entrada na unidade estamos procurando a família por meio das informações que ele consegue nos passar, sempre muito confusas”.
O Serviço Social também está fazendo contato com vários órgãos inclusive o Ministério Público, para que seja localizada uma unidade, que possa recebê-lo.
Segundo Vanda de Arruda, casos como esses acontecem na unidade onde a família alega que não tem condições de cuidar da pessoa ou mesmo por abandono. Hoje, a unidade tem três pacientes em situação semelhante.