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Ao menos 18 empresas e pessoas receberam verba desviada da Assembleia Legislativa
Segundo delator, verba foi depositada em contas bancárias indicadas
Pelo menos 18 pessoas físicas e jurídicas receberam em suas contas bancárias partes do montante de aproximadamente R$ 10 milhões desviado dos cofres da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) entre 2012 e 2014, no esquema investigado pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) na operação Ventríloquo.
A informação foi levada ao Ministério Público pelo delator do esquema, segundo o qual o grupo do ex-deputado José Riva (PSD) - preso na operação, mas liberado - indicava contas bancárias de terceiros para se beneficiar financeiramente da fraude.
De acordo com o relato do delator do esquema, o advogado Joaquim Fábio Mielli Camargo, o ex-deputado José Riva foi responsável por indicar as contas bancárias que deveriam receber as parcelas do valor desviado dos cofres da ALMT.
Esquema
Em depoimento ao Ministério Público, Mielli – que também havia participado do esquema – denominou nove pessoas físicas cujas contas bancárias teriam sido usadas e nove pessoas jurídicas, como empresas agropecuárias, de comércio, uma cooperativa de crédito e do ramo de combustíveis.
No depoimento, Mielli também esclareceu que podem ter havido transferências do dinheiro desviado a outras contas bancárias por meio de cheques dos quais ele não se recordasse, de modo que, até onde as investigações apuraram com base na delação, pelo menos dezoito contas bancárias teriam sido usadas ou para manejar o dinheiro ou para efetivamente beneficiar seus titulares.
A defesa de Riva já se manifestou negando qualquer participação no esquema denunciado. Já o advogado de Mielli preferiu não se pronunciar a respeito.