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Amigos somem após passarem por bloqueio de índios em rodovia federal
Segundo família, eles estão mantidos reféns em aldeia indígena.
Dois amigos desapareceram nesta quarta-feira (9) após passarem por um bloqueio para cobrança de pedágio feito por índios da etnia Enawenê-nawê, na BR-174 entre Juína, a 737 km de Cuiabá e Rondônia. As famílias de Genes Moreira dos Santos Júnior, de 24 anos, e Marciano Cardoso Mendes, de 25, eles foram sequestrados pelos índios depois de um desentendimento no local do pedágio. A Polícia Federal investiga o caso.A irmã de Genes, Irene Henrique dos Santos, acredita que eles tenham sido levados para a aldeia da região, onde supostamente seriam mantidos reféns até esta quinta-feira (10).
A família foi até a delegacia da Polícia Civil em Juína nesta quinta-feira para denunciar o desaparecimento. A irmã de Genes disse temer pela vida dele.
Ela não teve mais contato com o irmão desde a manhã de quarta-feira. Genes, que é vendedor, e Marciano, que trabalha como motorista, estavam em uma caminhonete quando passaram pelo pedágio dos índios. Eles moram em Juína.
“Meu irmão trabalha com venda de roupas e [nesta quarta-feira] seguiam de Juína para a região de Vilhena, em Rondônia. Eles pagaram o pedágio e passaram. Os índios dizem que eles atiraram contra uma placa. Foi aí que os pegaram como reféns. O celular dele está desligado”, contou a irmã ao G1. Os dois iriam fazer compras para revender em Mato Grosso.
As duas famílias não têm informações e ainda não receberam resposta das autoridades sobre o paradeiro dos dois jovens. A irmã de Genes disse ter ido a sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Juína, no entanto, a instituição não está funcionando nesta quinta-feira. A reportagem também tentou manter contato com a Funai daquele município e não conseguiu até a publicação desta reportagem.
Hirson Mendes, pai de Marciano, também cobra uma resposta. “Desde ontem não falamos com ninguém. Não sabemos onde estão”, lamentou.
A aldeia dos Enawenê-nawê ficaria entre Comodoro (677 km de Cuiabá) e Juína.