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Justiça mantém decisão de não levar a júri popular acusado de mandar matar DJ em Sorriso
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve a decisão da comarca de Sorriso de não levar a júri popular o homem acusado de ser o mandante do crime que vitimou Renan Eidt, o "DJ Dudinha", em junho de 2020.
Em 2022, a Justiça de Sorriso não reconheceu a participação do acusado como mandante do crime. O Ministério Público recorreu, alegando indícios suficientes para levar o réu a júri popular, mas os desembargadores da Primeira Câmara Criminal decidiram manter a decisão da primeira instância.
"A autoria do homicídio de Renan Eidt foi atribuída ao apelado em razão de trechos de diálogos telefônicos extraídos de aparelhos celulares. Todavia, durante a instrução processual, não foram produzidas provas no sentido de que a pessoa indicada é o apelado", disse o desembargador Marcos Machado, relator do recurso.
O crime teria sido cometido por quatro pessoas, possivelmente motivado por uma agressão de Renan contra sua namorada, uma adolescente de 14 anos. Um dos primos da menor teria ido a Sorriso para fazer o DJ "pagar pelos seus atos".
Renan foi morto no dia 22 de junho de 2020. Sete dias depois, um dos suspeitos de cometer o crime também foi morto a tiros.
A família de Renan Eidt ainda busca por justiça e espera que os autores do crime sejam responsabilizados.