Colisão frontal entre carreta e picape deixa dois mortos na BR-163 em Sorriso
Uso de arma de brinquedo em assaltos é mais comum a cada dia
Coronel Maurício não recomenda reagir a assaltos, pois considera arriscado
Tanto na capital quanto no interior do Estado o uso de armas de fogo falsas, os chamados simulacros ou “brinquedos”, na prática de ações criminosas é bem mais comum do que se imagina. Inclusive em assaltos a bancos. As apreensões também aumentam a cada ano.
Em 2015, a Polícia Militar apreendeu 319 revólveres, pistolas e outras “armas” de brinquedos. Já em 2016 foram 366 apreensões, 15% a mais que no ano anterior, ou uma a cada 24 horas.
Esses “brinquedos” estavam com pessoas que já haviam praticado ou estavam na iminência de cometer delitos. Ou ainda, em situações suspeitas, como com alguém que já tem antecedentes criminais.
Na semana passada, usando um simulacro um assaltante invadiu o banco Sicredi da Avenida Rubens do Mendonça(do CPA). O vigia disse ter percebido que a arma era falsa e reagiu atirando na direção do assaltante.
O outro bandido que estava do lado de fora, com arma de verdade, também atirou, mas atingiu somente a porta de vidro. Os ladrões, que seriam dois, fugiram em uma motocicleta sem levar nada.
Em dezembro de 2016, na antevéspera do Natal, em Lucas do Rio Verde, a 360 km de Cuiabá, com um simulacro de pistola um assaltante invadiu uma cooperativa de crédito bancário.
O segurança da agência reagiu ao assalto ferindo um dos criminosos. O outro ladrão, que ficou do lado de fora, com arma de verdade, também fugiu.
Antes disso, em outubro, a lanchonete da rede Subway do bairro Boa Esperança, em Cuiabá, sofreu assalto em condições similares. Se passando por clientes dois rapazes adentraram a lanchonete, um deles pediu um refrigerante e rendeu a funcionária do caixa no momento que simulava pagar a bebida.
Somente minutos depois, com apreensão de um rapaz de 17 anos, os policiais militares e os funcionários da lanchonete descobriram que o revólver era falso.
Maurício destaca que nem mesmo os policiais que lidam diariamente com armas de fogo são capazes de reconhecer sem tocar e analisar a arma, começando pelo peso. “Em hipótese alguma a vítima deve reagir”, completa.
No caso do vigia do banco que tentaram assaltar ontem, que diz ter identificado que a arma era falsa, o coronel acredita que a porta giratória com detector de metal pode ter sido o termômetro para a reação. A reação viria após o dispositivo não disparar.
Mesmo assim, o coronel Maurício considera arriscado. “Achar que é falsa não é nenhuma garantia”, diz.