Ari Lafin entra no grupo dos 22 nomes mais lembrados para a Assembleia Legislativa em Mato Grosso
Sorriso: suspeitos de homicídios por disputas de terras negam autoria dos crimes
Pai e os dois filhos prestaram esclarecimentos na delegacia
Duas pessoas foram apontadas como suspeitas de serem as mandantes de dois homicídios registrados em Sorriso. Pai e filho foram ouvidos, ontem (25), na delegacia de Polícia Civil, onde refutaram a total participação em ambos os crimes.
Ismael Rosa de Barros, de 50 anos, foi assassinado a tiros no último dia 16 em uma borracharia. O sócio dele, Olerindo Pedro de Barros (o Barrinha), de 63 anos, também foi morto por disparos de arma de fogo, no último dia 19, quando estavam em um posto de combustíveis.
O advogado de defesa dos suspeitos, Douglas Louzich, afirma que Luiz Carnivali e os dois filhos – sendo de um de forma espontânea – prestaram todas as informações à Polícia Civil e estão à disposição da Justiça “imbuídos na busca para auxiliar a descortinar o crime”.
Em depoimento, os suspeitos negaram qualquer tipo de envolvimento nos homicídios. “Toda a família está à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos e estão na cidade porque não têm o que dever ou temer”, ressaltou o advogado.
Leia também: Sorriso: delegado afirma que não há lista de pessoas marcadas para morrer
Conforme o Portal Sorriso MT publicou nesta manhã, Luiz Carnivali e o filho foram apontados como suspeitos dos crimes nas investigações conduzidas pelo delegado Bruno Abreu.
O senhor Luiz adquiriu uma área de terra em 1982, no município de Nova Ubiratã, que segue em disputa judicial. “Com a morte desses dois cidadãos [Ismael e Barrinha], automaticamente as pessoas acabaram ligando essa situação, o que seria um raciocínio mais simplório. Mas, isso é totalmente negável devido a conduta ilibada do senhor Luiz e de seus familiares. São pessoas sem antecedentes e que não têm esse perfil. Ademais, sempre respeitaram as decisões judiciais”, destacou.
Apesar de ter perdido incialmente a área na Justiça para as pessoas que foram mortas, o advogado frisa que o seu cliente não tinha motivos para encomendar as mortes de Ismael e Barrinha, já que há a possibilidade de recorrer na Justiça e reverter a decisão inicial.
Ainda segundo o advogado, as vítimas dos homicídios tinham negócios escusos em Sorriso e fora do cidade. “Tanto que a Polícia também trabalha com outras linhas de investigação e há outras pessoas suspeitas”, acrescentou.
Na coletiva realizada hoje, o delegado Bruno Abreu citou um vídeo no qual supostamente os suspeitos ameaçaram as vítimas. “Há um vídeo em que ele faz ameaças a testemunhas que diretamente comprovaram e relataram. Está tudo documentado essas ameaças e que de fato ele ameaçou essas pessoas que morreram”, informou.
Questionado sobre o vídeo, o advogado ressalta desconhecê-lo e que não houve apresentação dessas imagens no interrogatório.