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Silval afirma que se escondeu para escapar de prisão 'espetaculosa'
Ex-governador é acusado de liderar grupo que concedia benefícios indevidos
O ex-governador de Mato Grosso, Silval da Cunha Barbosa, esclareceu que os dois dias que permaneceu como foragido da Justiça, após o decreto de prisão preventiva em conseqüência da “Operação Sodoma”, significaram um momento de “angústia”.
A manobra serviu, segundo o político, para evitar uma prisão “pirotécnica”. “Queriam fazer comigo uma prisão espetaculosa, entregar minha cabeça como troféu”, afirmou ontem (23).
Barbosa participaria, no dia 15 de dezembro, da CPI dos incentivos ficais, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A ocasião, porém, marcou o desencadear da operação Sodoma.
“Eu já tinha confirmado que iria na Assembleia e lá estavam o delegado, vários agentes para me prender dentro da Assembleia...da Assembleia Legislativa. Diga- se, de passagem, que eu construí essa sede junto com o deputado Riva, na nossa gestão... Queriam me prender lá dentro. Eu já tinha mandado ofício, para o Gaeco, para Defaz me colocando à disposição para esclarecimentos... Uai... Já tinha me colocado à disposição quando falaram da denúncia dos incentivos” afirmou o ex-chefe do Executivo mato-grossense.
Para escapar da prisão, o ex-governador preferiu fugir e permanecer foragido até o dia 17 de setembro. Porém, a manobra serviu, segundo o político, para evitar uma prisão pirotécnica.