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Riva incrimina Bosaipo e diz que usou empresas para desvios
Político afirma que vai contar a verdade sobre esquema que teria operado na AL
O ex-deputado estadual José Geraldo Riva afirmou, durante audiência derivada da Operação Arca de Noé, que participou do esquema investigado na Operação Arca de Noé, que teria desviado dezenas de milhões na Assembleia Legislativa.
A audiência de 15 ações penais derivada da operação ocorreu ontem (30), na Vara Contra o Crime Organizado, no Fórum de Cuiabá. O interrogatório foi conduzido pela juíza Selma Arruda.
Em seu depoimento, ele também citou os ex-deputados Humberto Bosaipo, Nico Baracat (já falecido) e Emanuel Pinheiro como beneficiários do esquema.
“Todos os deputados que receberam cheques derivados dessas empresas foi para uma vantagem pessoal indevida, independentemente de quem seja”, disse ele.
Riva também incriminou o ex-deputado Humberto Bosaipo e disse que o então colega na Mesa Diretora foi o idealizador e principal beneficiário dos desvios, ocorridos por meio de pagamentos a empresas de fachada, que simulavam prestação de serviços ao Legislativo.
"A grande maioria foi para pagar dívidas de campanha do Bosaipo, de Caixa Dois [dinheiro não declarado à Justiça Eleitoral], cerca de R$ 2,2 milhões. Eu também usei um pouco, mas a grande maioria era para o Bosaipo".
As ações são relativas aos alegados desvios ocorridos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), que vieram à tona com a Operação Arca de Noé, deflagrada pela Polícia Federal e o Ministério Público Estadual (MPE) em dezembro de 2002.
Segundo o MPE, 43 cheques nominais foram emitidos a empresas fantasmas, enquanto Riva comandava cargos da Mesa Diretora da Casa.
Parte do dinheiro desviado era remetido à Confiança Factoring, do ex-bicheiro João Arcanjo, como pagamento de empréstimos de despesas pessoais e de campanha.