Casal que morreu em grave acidente na BR-163 é velado e sepultado nesta terça-feira em Primaverinha
Riva depõe sobre Arcanjo e desvios da AL nesta sexta-feira
Os processos criminais são desdobramentos da Operação Arca de Noé
O ex-deputado estadual por cinco mandatos, José Riva (sem partido), vai prestar depoimento hoje (24) em mais de 10 processos em que é acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de corrupção na Assembleia Legislativa.
Os processos criminais são desdobramentos da Operação Arca de Noé, deflagrada em 2002 pela Polícia Federal para desmantelar o crime organizado em Mato Grosso.
O depoimento a juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda, está programado para as 13h30.
A expectativa é que Riva venha a admitir que cometeu crimes, dentro da sua estratégia de atenuar a pena numa eventual sentença condenatória.
O ex-deputado já prestou depoimento em uma ação penal relacionada a operação policial e confirmou a existência de um esquema de desvio de dinheiro da Assembleia Legislativa por meio de pagamento a empresas de fachada.
O dinheiro desviado serviria para quitar empréstimos financeiros contraídos com o ex-chefe do crime organizado de Mato Grosso, João Arcanjo Ribeiro, e ainda custear despesas de campanha eleitoral.
Em depoimento no dia 30 de novembro de 2016, Riva admitiu perante à juíza Selma Arruda que usou empresas de fachada para desviar dinheiro público e assim pagar dívidas de campanha eleitoral.
Riva ainda detalhou que o ex-governador Dante de Oliveira (já falecido) repassou R$ 22 milhões em excesso a Assembleia Legislativa a título de duodécimo para que a quantia fosse repassada ao bicheiro João Arcanjo Ribeiro. Além disso, garantiu que o dinheiro desviado favoreceu outros deputados estaduais daquela época.
A defesa do ex-deputado ainda ainda requereu a Justiça para ser ouvido novamente na ação penal decorrente da Operação Imperador deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que o acusa de ser o mentor de um esquema de desvio de R$ 62 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa por meio de fraudes na compra de material gráfico.
Esse novo depoimento está programado para ocorrer no mês de março.